segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um teto para meu País

Iniciativas bonitas a gente tem mais é que mostrar para fazer multiplicar.


Papo de criança

Fernanda fez 7 anos. Depois do parabéns, ela foi ao pai e perguntou:

- Pai, e "com quem será", não vai ter?

domingo, 21 de dezembro de 2008

Começo de recesso

O recesso começou sábado. A promessa dos primeiros dias é: dormir, ler, arrumar as coisas de trabalho, preparar as coisas para 2009 e ajeitar o guarda-roupa. Mas também há a possibilidade de um frila ainda este ano ou no início de 2009, o que pode jogar os planos para os ares. Por enquanto, vou dormindo o máximo possível para recarregar as baterias e lendo um pouco. Ainda não sei mesmo das possibilidades de viagens, mas estou mais preocupada em descansar.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Para a amiga secreta

A minha amiga secreta não tem segredos comigo - e nem eu com ela.
Ela é sempre e para sempre a minha melhor amiga: a que me dá a mão quando necessito; a que me pede os ombros quando precisa; a que pode ficar em silêncio sem que isso se pareça chato ou simplesmente falta de assunto.
É a amiga com quem eu troco livros, CDs, filmes, indicações, impressões, conselhos, risadas e lágrimas. É a amiga com quem compartilho.
É a irmã que escolho há 14 anos.
É a amiga libriana que equilibra minha vida colocando os pesinhos sempre nos lados certos - e isso significa que, às vezes, é no lado bom da balança e, às vezes, no lado ruim.
Bom, na verdade, ela é minha amiga e isso não é segredo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sobre a idade

Quando tinha 18 e 19 anos, sempre me pediam a identidade. E eu, claro, ficava puta. Hoje, completado os 26, acham que tenho 19. E eu, claro, fico radiante.


A avó de uma amiga completou 93 anos no início do mês e disse: Acho que eu estou ficando velha.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Amanhã é 26

Desde novembro a correria dos prazos e do final de ano tomou conta da minha vida. E então eu não consegui, como todo ano, fazer a contagem regressiva para meu aniversário. Já é amanhã e os 26 anos me aguardam. Com um tempo frio como o ano passado, o que é uma pena já que eu tenho 3 vestidos novos e não vou conseguir usar nenhum - já que nenhum é usável com meia calça e eu sou friorenta. Mas mesmo assim que venham os 26!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Repeteco

Escrevi um e-mail que trouxe outras impressões (ou as mesmas com outras palavras) sobre as viagens. Gostei do que escrevi, então colo aqui também.


A do trabalho me surpreendeu - e acho que a todos. Pelas falas a opinião é unânime: todos achavam que ia ser péssimo e foi ótimo. Tivemos sessão terapia em grupo (na hora da avaliação pessoal) com direito a muita choradeira e abertura de coração, que faz sempre todo mundo ser bem recepcionado, entendido, compreendido e, acima de tudo, aceito. Sessão de entrosamento e divertimento - com as saídas da noite. E muito bate-papo sobre a vida, as alegrias, as tristezas e, claro, o trabalho. Críticas não faltavam para todos os lados, mas foi imprescindível essa semana. Foi melhor até para as relações com os chefes e com a equipe. Foi mais que integração; foi reconhecimento de esforços e validação de tudo que se faz. Foi troca de figurinhas e entendimento entre as partes. Posso garantir que hoje me sinto parte da equipe graças a essa semana (que foi bastante cansativa).


BH também foi ótimo. O assunto é invitavelmente meu casamento em março. O anúncio é de que a próxima festona é a minha. A família estava toda reunida (só faltaram mesmo 2 primos: um que não pode ir por causa de uma prova e outro que está no intercâmbio). Minha avó estava contente, feliz, animada. Tanto que a festa acabou lá pelas 12H. Ela chegou em casa quase 2H e só dormiu domingo às 7h30 de tão animada que estava. Ela brigou comigo porque da outra vez fui embora e a deixei chorando e soube que enquanto eu chorei meia estrada, ela chorou o resto do dia. O medo de que a morte dela chegue antes do meu casamento é um grande motivador para isso tudo e faz com que ela chore sempre que eu me aproximo, que conversamos e que me despeço. A espera da morte nos aproximou e fez com que nos amássemos ainda mais. Apesar disso tudo, o espírito era de alegria. O final de semana foi cheio de risadas, alegrias, compartilhamento e divertimento. Tenho certeza que não poderia ter sido melhor. Voltei bem e não chorei nenhum dia e em momento algum. No fundo, tenho esperança que a alegria do final de semana a segure até março em plenas condições de estar no casamento.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Poucas e boas

A semana de trabalho fora de São Paulo foi melhor do que imaginei. Algumas coisas (apesar de tanto trabalho) ainda ficaram pendentes. Mas valeu a pena. Foi bom para que as pessoas me conhecessem, para que houvesse entrosamento, para que eu soubesse mais sobre a ONG onde trabalho e conhecer os equipamentos sociais. Foi ótimo que todos gostaram muito e, agora, eu me sinto menos peixinho fora da lagoa quando estou com eles, especialmente porque ignoramos as diferenças e ressaltamos nestes dias a principal característica que nos une: a vontade (e a coragem) de tentar mudar o mundo.
***
Já o fim-de-semana foi ótimo. Vovó estava tão mais tão mais tão contente que só conseguiu dormir depois das 7:30 da manhã do domingo. A festa foi ótima. Vi alguns outros familiares que não via há algum tempo. Conheci a nova prima da família, que é a coisa mais fofa deste mundo. Fotogênica, calma e toda risonha. Me diverti horrores com as primas, fiz poucos passeios, dancei, fotografei e vi o namorado se sentindo mesmo da família. Deixei-0 em casa sem peso e nem preocupação. Sabia que ele estava em casa e eu podia fazer outras coisas sem ele. Estou pensando em voltar para o Natal, mas nada está decidido ainda. Se eu pudesse teria ficado lá mais alguns dias, mas infelizmente há muitas coisas a fazer aqui. As fotos foram distribuídas e agora todos os primos colecionam-as no orkut.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Mais relatos do outro lado do mundo

Desta vez, o relato é de um amigo. Ele está há cerca de seis meses morando na África - mais especificamente em Moçambique na cidade de Maputo - e está escrendo um blog. Os posts mais legais de relato ele acaba também enviando para os amigos e familiares por e-mail. O primeiro que recebi foi no começo de novembro e trata da vida dele: "Mas para agilizar a história, a loucura deu certo, estou completando 6 meses, entrando na segunda fase de viver na África (já explico isso) e acho que seria uma boa hora para fazer um balanço..."
Ele, que eu nem sabia, escreve muito gostoso e descobriu essa coisa de fazer blog e relatar sua vida africana. Está lá no blog "Tá puto? vai pra Maputo!" e vale a pena ler.
Segue mais um pedacinho deste relato, que já começou aí em cima, só para deixar todo mundo com água na boca de ler mais.


"Actualmente estou morando em um apartamento T3, de vista para o mar! 5 vezes o tamanho do meu em SP!... bom o mar esta lá no horizonte... não é tão perto assim.... acordo as 7 horas, suado, ainda não sei explicar o clima daqui... o dia sempre é muito ensolarado... muita luz... sim uso protetor solar (Pedro Bial), mas a noite a temperatura cai e temos que dormir de cobertor... saio as 8h e chego no me trabalho as 8:02 hehehehe moro na esquina do meu trabalho! Reflexos do trânsito de São Paulo, minha terapia esta sendo acabar com tudo que me irritava em Sampa!
O trabalho é algo muito distante do que chamamos de trabalho no Brasil, mas para explicar isso eu vou escrever um outro texto, em fim, 12h30 vou almoçar em casa! sim almoço em casa, 1h30 em casa, estou com uma empregada, a Bernardette, como ela mesmo disse, lavo passo, engomo, cozinho, limpo a casa e levo comida "pro patrão"! Aqui todas as empregadas chamam seus chefes de patrão e patroa!"

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Relatos do Afeganistão

Já faz um tempo que leio o blog da Adriana Carranca, jornalista do Estadão que faz parte de um interessante grupo de jornalistas sociais, os ANJOS (Associação Nacional dos Jornalistas Sociais). Ela, que estava de férias, volta com relatos direto do Afeganistão. Um dele me toca profundamente e segue para vocês:
"Mostro meu visto na imigração, em Nova Déli. “Uhm, Kabul...”. Parece que ter o visto afegão significa colocar um selo de má qualidade no seu passaporte. Será que alguém pode ter uma reação normal, pelo menos uma vez? As pessoas, afinal, continuam vivendo naquele lugar. Por que eu não posso ir até lá, então? Por que eu deveria ter o privilégio de não conhecer a realidade trágica à qual outros são submetidos? Para afegãos, a realidade é ainda pior. Além de serem vítimas dessa guerra sem fim, não conseguem visto para nenhum lugar e, ainda que o tenham, sofrem verdadeiras sabatinas nos aeroportos. Um jornalista afegão no mesmo vôo que eu fica mais de meia hora parado na imigração. Mesmo na vizinha Índia, com quem mantêm boas relações, os afegãos têm de se registrar na polícia, dizer onde vão e o que vão fazer." Adriana Carranca, no blog Pelo Mundo.

sábado, 22 de novembro de 2008

Dizem que existe a crise dos 7 anos. Atingimos a marca na melhor das fases, cheios de planos e - melhor - realizações. A crise não passa nem perto. Durante todos esses anos (nos quais a gente inclui até os meses que ficamos separados) a gente aprendeu a lidar com o outro, a respeitar, entender, admirar, amar, compartilhar, acompanhar, abraçar, enxugar as lágrimas, provocar risos, aconselhar, calar ou falar - sempre que preciso for.
No fundo, a gente sabe que estes anos todos (que ele considera muitos e eu, suficientes) foram imprescindíveis para a construção de um novo caminho e de uma nova etapa. Foram sete anos de construção de base, fundação para que os alicerces fossem fincados em terra firme. Então, começamos pouco a pouco a etapa de construção do que a gente acredita e quer - pra sempre.
Por isso, ano que vem deixaremos de comemorar os anos de namoro e conhecimento para zerar a conta e começar a contar os anos de construção efetiva e sólida, ou seja, de casamento.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sobre o feriado

Poderia ter começado mais cedo - lá pelas 16H da quarta-feira - mas eu enrolei. Estava ligeiramente workaholic. Não parei. Passava das 18H quando me requeriram por e-mail. Mais tarefas. Fiz em uma rápida velocidade. Enviei. Passava das 20H quando me ligaram. Esqueci de anexar a tabela e o e-mail anterior não foi recebido. Eu, que saía do banho, pedi 15 minutos para reenviar tudo. Me vesti e sequei o cabelo. Parti para o computador. Enviei tudo. Voltei para a arrumação. Fui encontrar as amigas. Bebi, ri, falei, chorei um pouquinho, ouvi. Terminei a noite em um McDonalds - como não acontecia há muitos anos. Cheguei eram quase 4h.
Dormi e passei a quinta-feira ligeiramente ruim de gripe ou sinusite, sei lá. Dormi, dormi, dormi. Fui assistir ao pôr-do-sol na praça de mesmo nome. Voltei. Pizza e novela. Cama, que o corpo já pedia.
Na sexta poderia ter tido trabalho, mas a preguiça venceu. Fiquei lendo e fazendo hora. Arrumei a cama e o guarda-roupa. Pesquisei bares para o aniversário, assisti a um filme lindo (O som do coração), almocei, tomei banho e saí. Fui ao banco e a Livraria Cultura. Não achei o livro que queria. Ia ao cinema, mas desisti. Voltei para casa. Estou na internet vagando e penso que vou partir para a arrumação de outro armário enquanto a companhia de filmes não chega.
Amanhã vai ser como um final de semana normal - com tarefas e um pouco de trabalho, afinal a semana vai ser ultra corrida e preciso me preparar para todas as reuniões e eventos. Enfim, o feriado foi leve, tranquilo, preguiçoso e moroso. Mas acabou. Pena, né?!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

E se já não fosse assim... hoje seria.

Tem dias que a gente constata que faz bem certas escolhas. Hoje foi assim. Se já não tivesse aceitado me casar com ele, eu mesma pediria.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Aniversariando

Ainda falta mais de um mês, mas eu já estou pensando no meu aniversário deste ano. Estou adiantada porque sei que semanas antes eu vou estar atribulada com viagem de trabalho e encerramento de ano no trabalho e das atividades. Então já estou pensando e tentando bolar meu aniversário.
Mas acontece que esse ano cai em um domingão. E aniversário de domingo tem que ser (na minha cabeça) comemorado à tarde. Mas o barzinho que eu queria comemorar é gostoso para noite, então fez-se um impasse daqueles.
Então penso, penso, penso, mas não consigo me convencer com as opções de barzinhos para tarde que imagino. E o impasse continua. Então, você que conhece um barzinho bacana para ir em um domingo de tarde comemorar um aniversário, por favor, me indique. Obrigada!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Bem-vindo ao terceiro setor

Sabe, eu gosto dessa coisa de terceiro setor. É, que lado glamuroso do jornalismo que nada, eu vou com o lado humano (na maioria das vezes sub-humano, mas isso é outra pauta e outro post). Mas também tem a coisa terceiro setor meeesmo. Como hoje que eu ouvi que qualquer um que estava ali naquela mesa de reunião poderia ser presidente. É, afinal (sim, prepare-se porque essa foi a explicação) se o Barack Obama trabalhou com pessoas sem-teto em Chicago e eles trabalham com isso, eles chegariam a presidência americana! Tava pensando que era no Brasil é?! Que nada. Aí, quando a gente é obrigada a ouvir uns absurdos desses eu juro que eu repenso as minhas decisões e toda minha ideologia.
Eu até tinha vontade de dizer que isso era só uma parcela da vida dele, né?, que o cara é estudado em uma das melhores universidades americanas e tal, mas achei melhor me calar. Aí fiquei lá só pensando nas minhas próprias decisões.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

De cara nova

Fazia tempo que eu queria. E eu já tinha até mencionado. Então cá estamos nós.
Palpite se gostou, tá.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

?

Sabe quando você se sente meio estranha no ninho? Sabe quando te tratam diferente? Sabe quando parece que há um problema com você, mas ninguém fala porque precisam do seu trabalho? Tá assim. Desde a volta eleitoral que as coisas estão estranhas. Mas nem sei ao certo se é comigo mesmo ou se é só aquela coisa do, pois é, a gente não ganhou. Ou se é uma coisa do tipo você nem participou do processo ou as duas coisas. O fato é que eu não sei. Mas tem algo no ar. Há quase oito meses no emprego as coisas estavam diferentes antes da eleição. Mas não sei. Não entendendo. Mas sinto.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Mais uma

(Des)autoria

você era um poema
de (ras)cunho pessoal
mas abri mão
do direito autoral

Mais um poema da amiga-talento Jeanine Will

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Interruptor
Adriana Franco

Pare, de uma vez por todas,
de apagar e acender
toda a minha atenção.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Sutilmente
Skank

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

(Maravilhosa. Simplesmente sem comentários.)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Uma tarde para o almoço

Eu almoçaria a tarde ontem, só para passar o resto do dia com as amigas. Foi bom. Papinho leve e diverso: fofocas, casamento, vida de casada, apartamento, investimentos, profissão, pauta, jornalismo, diploma, vida profissional, sucessos, comparações, supresas e tristes notícias. A gente se encontrou às 14H e nos despedimos às 16H só porque eu já tinha outro compromisso, mas por mim eu ficava até às 18H.
É assim. Quando a gente tem encontrinhos não dá vontade nunca de largar e quando penso que hoje trabalho aqui em casa sozinha sinto uma falta imensa quando ocupávamos a mesma redação e eu tinha almoço e papinhos todos os dias. Mas ficamos de marcar um final de semana no sítio com direito a sol, piscina, cervejas, risadas e papinhos por dois dias seguidos.

domingo, 12 de outubro de 2008

Do que eu gosto (e recomendo) em Sampa

Ver o Ensaio sobre a Cegueira me fez pensar nas coisas e lugares que gosto em São Paulo. Não só lugares que gosto pelos serviços, mas também dos lugares que passo e gosto de passar. Aí, resolvi montar essa lista.


Athenas Café e Restaurante - Ótimo para um encontro com as amigas para um almoço de domingo e ótimo para encontrar os amigos em um final de dia durante a semana. Eu, que já estive no local para as duas situações, posso dizer como é gostoso estar lá. Com comidas gregas típicas, um ótimo chopp Brahma e mesas redondas e pufes e sofás, o Athenas Café e Restaurante é ótimo. Tem petiscos também. E está sempre cheio. O local tem uma decoração sóbria e ao mesmo tempo moderna e fica dentro de uma escola de inglês nos arredores da Paulista. Vale a pena conferir afinal não é caro e aceita vale refeição.
Saiba mais.


Avenida Paulista - Quem não se apaixona por ela? Também inspiradora de músicas, a avenida concentra pólos culturais diversos como o famoso Museu de Arte de São Paulo, o MASP. Eu gosto MUITO dela. Claro que no final do dia, seu trânsito é realmente caótico, mas é também uma avenida boa de se andar a pé e com três estações de metrô. Ela abriga, por exemplo, o Conjunto Nacional com a incrível Livraria Cultura, o MASP, o Parque Trianon, o Itaú Cultural, o Sesc, além de muitos outros pontos que abrigam exposições e eventos culturais. Também possui muitos bares e é onde se vê gente de todo tipo. É uma avenida com a cara de São Paulo. Eu gosto por todos esses motivos e também por ter antenas transmissoras que são vistas de diferentes locais e a georeferenciam na cidade. Democrática. É assim que a vejo.


Café Florinda - Descobri pela
Vejinha, que indicava o charmoso Café - localizado na Vila Madalena - pela sua torta de maça. Depois que descobri não larguei mais. E não é só a torta de maça que é incrível. Posso aqui enumerar todas as coisas que já comi lá e amei: muffin salgado, muffin doce, sorvete de mel, suco de tangerina, pastel de forno, torta de chocolate cremoso. Enfim... acho que tudo que tem lá é divino e feito com muita atenção. O aconchego então não se discute. As mesas de madeira sempre tem flores, a decoração de cor intensa e flores aconchega e no friozinho, hmmm, tem uma mantinha delícia para você colocar nas pernas e perder ali sua tarde toda. Sempre que chego lá me sinto em casa e não tenho mais vontade de sair. Alguém precisa mais do que isso de um Café? Eu não.


Central das Artes - o barzinho é delicioso. Eu sempre gostei de lá. A antiga casa foi transformada em um aconchegante barzinho, com cadeiras e lustres coloridos. Nas paredes, quadros e obras sempre à venda. O local também é ponto de deixada de livros do Cross Booking e tem uma linda vistas no fundo. Os crepes servidos são deliciosos e as sopas, então, nem se fala! Antigamente o atendimento era MUITO ruim, mas confesso que ele melhorou tanto a ponto de fazer o local estar sempre cheio. Vale pena comer um crepe ou tomar uma das sopas.
Mais infos aqui.


Cine Pizza - Lembro que quando a Blockbuster aportou no Brasil foi a falência de muitas locadoras de bairro, mas os preços abusivos da multinacional, aos poucos, fez o inverso acontecer. Hoje, a derrocada da arrasadora se deu e transformou-se em Americana Express enquanto as locadoras de bairros voltaram a crescer e a faturar. Gosto mesmo da Cine Pizza, aqui perto de casa. Além de entregar o filme em casa, a pizza é uma das melhores que já comi. Para melhorar, se você vai buscar a pizza ainda ganha locações de catálogo de graça (uma pizza, um filme). Então, nem precisamos dizer que uma vez por semana, no mínimo, o cardápio é essa delícia e de quebra temos um filminho na faixa.


Cremeria Nestlé - Apresentada a mim por uma amiga, a Cremeria virou preferência quando o assunto é sorvete gostoso com bastante incrementos. Lá você escolhe o sabor (ou os sabores) e os acompanhamentos. Tudo é misturado em uma mesa de gelo e vira um mega e delicioso sorvete. Dá para ir lá várias vezes e tomar sempre um sorvete diferente e ainda assim não enjoar. Da última vez comi o sorvete de iogurte com frutas do bosque com calda de amora e cookies frescos. Ah, nem preciso dizer que foi uma perdição. E se você ficou com vontade é só ir em uma das lojas.
Confira aqui.


Livraria Cultura - Não dá para não falar dela. A inauguração da Mega Store no Conjunto Nacional fez não só o nome da Livraria se destacar em veículos de importância nacional como fez com que seu fundador, Pedro Herz. Agora a Livraria também vende CDs e DVDs e com certeza roubou milhares de compradores das outras grande slivrarias que a cidade tinha. Além disso, a venda pela internet é rápida e a reserva de livros pela empresa é muito boa. Os vendedores descolados são sempre simpáticos e prontos para te atender, seja qual for sua necessidade. Eu adoro passar em uma das lojas e a cidade conta com 3 e está prestes a ganhar mais uma. Além disso tudo, as lojas ainda possuem auditórios e salas para debates, lançamentos de livros e cursos. Vale a pena conferir de perto ou
aqui na internet.


Museu da Língua Portuguesa - Adoro. As exposições são sempre inteligentes e versáteis. São sempre interativas. São sempre interessantes. São sempre muito legais para fotografar, para saber, para conhecer, para passear, para aprender, para levar gente, para ir sozinho, para tudo. Eu já fui várias vezes e quero voltar sempre. E volto. Sozinha ou acompanhada porque vale a pena. Acredito que eu não seja a única a pensar isso. Afinal, o Museu é um dos mais visitados na cidade.
Confira o site.


O centro velho - Essa parte é quase complicada de explicar afinal o centro de SP é grande e há lugares que de jeito nenhum gosto de andar e/ou passar. Gosto sim do miolinho Praça do Patriarca, São Bento, XV de Novembro, Viaduto do Chá e Teatro Municipal. Mais pra lá ou mais pra cá não gosto. Mas sair da estação São Bento (próximo ao Mosteiro) caminhar pelas ruas próximas, passando pelo Páteo do Colégio, até a Praça Patriarca e de lá ir até o Municipal é um passeio que gosto de fazer e faço sem problemas.


Parque do Ibirapuera - Seja para um passeio a dois, com os amigos, com a família, para ir a uma exposição ou para andar de bicicleta o Parque do Ibirapuera é ótimo. Gosto pelo seu tamanho, pela sua quantidade de sombra e sol, pela suas opções de lazer, por tudo. Adoro. Gosto mais que o Villa Lobos, que perde em sombras e espaços de tranquilidade e mais que simplesmente um galeria, onde você não encontra tanto verde em volta e nem um acesso mais democrático, seja por estarem em uma área mais elitizada ou por se enquadrarem em formalidades que a Oca, a Bienal, o MAM, a Galeria TIM acabam perdendo por estarem dentro do Parque. Acho que a localização destes espaços de cultura me dão ao menos a impressão de se tornarem conhecidos e próximos de toda a população, que já é um grande passo para a socialização e democratização informacional e cultural.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Ensaio sobre a cegueira

Ontem fui assistir muito bem acompanhada ao Ensaio sobre a Cegueira. Mas, sabe, tava meio assim. Queria muito assistir. Desde quando vi, há algum bom tempo, que ele ia ser feito. Mas adaptações são sempre adaptações. E esse livro foi um dos que gostei MUITO de ler. Achava que a qualquer momento era eu quem ia ficar cega. Eu gosto tanto do livro que foi minha porta de entrada para o Saramago. Antes, tinha tentado apenas ler A História do Cerco de Lisboa, mas não consegui e acabei desistindo ainda no começo. Na faculdade cheguei até a fazer um trabalho sobre esse livro.
Pois bem. Fomos, eu e a Xará, em plena quinta-feira de frio. E eu simplesmente AMEI o filme. Eu não tinha lido nenhuma crítica a respeito dele para não me contaminar, mas saí do cinema bem agradada com o que vi. O filme passa muito bem a sinestesia de quem lê. Para mim, retrata bem o que se imagina. Não senti falta de nada e achei algumas coisas bem boas como a cena do rádio (eu fiquei toda arrepiada) e a cena principal de sexo.
Tenho apenas duas coisas a colocar: como é um filme que se passa em São Paulo (claro que há cenas que não são, mas a maior parte do tempo se reconhece São Paulo) não vejo problema nenhum em ser feito em inglês, mas vejo por exemplo problema em ver placas em inglês e principalmente uma AMBULANCE e uma POLICE logo no começo. Também não gostei de ter narração, principalmente no final. Claro que quem leu entende perfeitamente e descarta a narração, mas acho que ali a linguagem é tão forte que não precisava mesmo para quem não leu. No outro momento, a narração foi na cena do rádio e eu achei bem oportuna e bonita, tanto que fiquei arrepiada a cena toda. Enfim...
Mas sabe, reconhecer São Paulo me fez pensar em muitas coisas, como nos pontos da cidade que eu amo passar e dos lugares que eu amo frequentar, mas isso vai ficar para o próximo post.
A Ana e a Adriana

A música da Ana diz que ela é amarga, mas é doce quando é doce. Se a personagem fosse Adriana, no caso eu, a música seria o contrário. A Adriana é doce, mas é amarga quando é amarga. Passei os últimos dias dando esporro na pirralhada adolescente e no meu meio-irmão. A-ha, to muito de saco cheio. E se os pais são os irresponsáveis por eles, eu que não vou aturar. Comigo ninguém pode. E tenho dito.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ser amiga é...

* ter a responsabilidade de ser escolhida para revisar um texto importante
* ter o prazer de fazer um agrado tão simples e que toca tanto
* ter a preocupação de ajudar uma amiga que procura emprego

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

As mulheres de 30




Ontem fui assistir a peça Confissões das Mulheres de 30. Ótima, mas recomendo assistir com as amigas. Assim você pode se identificar e dizer que se identificou. Com o namorado, a coisa ficou meio tolida, mas foi bom mesmo assim.
Meu cunhado como é mala disse que não gostou, claro. Minha irmã se divertiu, apesar dos pesares. Mas disse que agora, que ela e ele já estão na metade dos trinta, ele só poderá usar a peça em favor dele se arranjar uma que já passou dos trinta ou se pegar uma bem mais nova, que ainda vai passar por isso. Como eu ainda não cheguei lá, ela acha que meu namorado pode fazer melhor uso das informações. Pois bem.
Eu gostei da peça e gostei mais ainda pelo fato de eu ainda não estar nos trinta. Então saí de lá de cavalinho no namorado mostrando toda a leveza que tem os 20.

domingo, 5 de outubro de 2008

Vaidade (e idade) chegando

Não sei se a chegada da vaidade tem alguma relação com a chegada da idade. Mas é fato que agora que estou chegando mais perto dos 30 do que dos 20 comecei a pensar em me cuidar, me maquiar e - para me provocar - as espinhas todas resolveram se rebelar. Eu certamente tenho mais espinhas no rosto do que qualquer menina de 13 anos. Mas estou me cuidando.
Estou pensando, até, em utilizar a tal academia que o prédio fez há alguns anos e eu só fui uma vez e nunca mais voltei.
Maquiagens foram compradas e um sabonete especial e tônico para o rosto estão começando a ser rotina, assim como o creme hidratante para o corpo. Assim, aos poucos, para ver no que dá.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Carinho
Você pensa que chegar de surpresa na casa da amiga vai ser um carinho imenso. Mas quem recebe o carinho é você, quando é recebida por um abraço que não solta.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sobre BH 4: as coisas mais importantes

* Amigas de verdade viajam juntas.

* Em cinco dias com minha avó aprendi mais sobre mim mesma do que em 25 anos.

* Também entendi muitas outras coisas a respeito de outras pessoas.

*Decidi que jamais impedirei ligações familiares dos meus filhos por mais problemas que EU tenha com as pessoas.

* Se eu pudesse eu teria ficado mais uns dias, só para atender o pedido da minha avó.

* Prometi voltar logo. E vou cumprir.

domingo, 28 de setembro de 2008

Sobre BH 3: o caminho

* Na ida vimos 5 acidentes de caminhão. Na volta, 1 de carro.

* A estrada está muito boa: com pontos de recapeamentos, duplicação e manutenção. All way long.

* Na ida, um dos acidentes causou engarrafamento. E nós cortamos caminho pela estradinha de terra paralela. Gostamos de aventuras.

* Na volta, perto de Bragança, o tempo fechou. E eu fiquei com vontade de levar o sol do caminho pelo resto do percursso ou então voltar 10KM e ficar lá.

* Para voltar fizemos uma volta pela grande BH. E no entorno que se concentra a pobreza. Só víamos periferia.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Sobre BH 2: a cidade

* não tem menino de rua pedindo esmola.

* Você não consegue pegar a próxima rua e retornar. Se o fizer, vai se perder - invariavelmente.

* A cidade tem tanto verde, que o ar é mais limpo e puro.

* Não há indicações (raras as exceções) para ruas. Apenas para bairros.

* A gente sabe andar em BH. Quer dizer, só não me peça para andar dentro do bairro.

* Os policiais de BH devem ser os que mais falam ao telefone. Constatado.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sobre BH 1: o capítulo final

Eu deixei minha avó chorando e parti aos prantos. Metade da viagem foi feita de lágrimas.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Diálogo

- Oi Vó, como está a senhora?
- Ah, tô médio.
- Uai, Vó, médio por quê?
- Ah, porque falta muita coisa ainda para ficar bom.
- E uma neta aí com a senhora resolve?
- Ah, se resolve!
- Então eu vou para aí. Você vai ganhar uma neta noiva e o noivo.
- Ah, então são dois.
- É, vó. Dois.
- Então resolve demais, sô.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Agitada

Hoje eu estou impaciente. Queria fazer um monte de coisas. Queria ir ao cinema (assistir Lemon Tree, Pelos meus olhos, O escafandro e a borboleta ou Os desafinados). Queria dormir porque estou com o sono atrasado (devido a jogatina de ontem). Queria estudar (porque estou mega empolgada com o curso). Queria ler meu livro (As memórias do livro, Geraldine Brooks). Queria estar com as amigas (estou carente das amigas hoje). Queria assistir às novelas (que não tenho conseguido).
Enfim, queria tudo e ao mesmo tempo. Eu sou assim. E hoje está super a flor da pele. E ainda tenho muito trabalho a fazer. Hunf!
Uma viagem hilária

No sábado, fui resolver pendências no interior. E como não quis ir na sexta-feira à noite com a minha irmã, peguei um ônibus no sábado cedo. O que eu não imaginava é que a viagem podia ter uma parte tão nonsense.
Na fileira da frente iam duas mulheres. Com seus 50 anos, eu acho. Elas não se conheciam. Mas foram papeando. Quando entramos em Itu, pela última saída da rodovia, o festival de absurdos (hilários) começou. Eu peguei dois que são dignos de reprodução.
Ao entrar na cidade, a mulher da janela começou a elogiar a cidade e as beneces de se morar no interior. Elogios pra lá, elogios para cá ela avista um local calmo, arborizado e não hesita: - Olha que lugar ótimo para se morar. (era o hospital!). Eu, com vontade de rir, me contive. E seguia observando o caminho (de rato) do ônibus pela cidade. Eis quando ouvi outro absurdo comentário da mesma senhora: - Olha, tem até condomínio fechado. (Sério, pessoal, era um MOTEL!) Aí não pude me conter. Ri - controladamente.
E depois eu fiquei pensando de onde será que tinha saído aquela pessoa tão cheia de comentários absurdos. Eu não descobri, mesmo porque ela se manteve no ônibus, que seguiria para Salto.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Meme da Paula

Mais um. Não sei se vou poder responder tudo, mas vá lá:

1 - QUATRO TRABALHOS QUE TIVE EM MINHA VIDA:
Estagiária de jornalismo (foram 5)
Jornalista terceirizada
Freelancer
Jornalista (assessora de comunicação) contratada

2 - QUATRO LUGARES EM QUE VIVI:
Só morei em 3 lugares, vamos lá:
No edifício Conjunto Áreas Verdes
Em Campinas
Onde moro há muitos anos

3 - PROGRAMAS DE TV QUE ASSISTIA QUANDO CRIANÇA:
Xou da Xuxa
Rá-tim-bum
Carrossel

4 - PROGRAMAS DE TV QUE ASSISTO ATUALMENTE:
Tv? O que é isso? Ultimamente não tenho tempo e, pra falar a verdade, nem gosto tanto.

5 - QUATRO LUGARES QUE ESTIVE E VOLTARIA:
Florianópolis
Angra dos Reis
Belo Horizonte
Disney

6 - FORMAS DIFERENTES QUE ME CHAMAM:
Di
Didi
Did's
Din

7 - QUATRO PESSOAS QUE MANDAM E-MAIL TODOS OU QUASE TODOS OS DIAS:
Thaty
Dri
Juliana
Vendedores

8 - COMIDAS FAVORITAS:
Arroz, feijão, bife e batata frita
Batata (de qualquer jeito)
Feijoada

9 - DESEJARIA ESTAR AGORA:
No curso do Estadão.

10 - AMIGOS QUE ACREDITO QUE RESPONDERÃO ESSE QUESTIONÁRIO:
Chel
Pri
Cynthia

11 - ESPERO QUE ESTE ANO EU POSSA:
Dar conta de tudo.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

You can't put the blame on me

Nada como uma cólica daquelas para me deixar em casa, na cama, dormindo, o dia todo sem me sentir culpada. Eu odeio cólicas. Mas não vou negar que tenha sido um dia tão ruim assim.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Talento

Talentosa. E eu tenho orgulho de dizer que eu conheço. Olha que lindo. Foi a Jeanine quem fez.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Pra quem entende

Antonio
Milly Lacombe

Enxerguei Antonio pela primeira vez em Los Angeles. Ele tinha 2 anos e chegou com o irmão para passar o verão comigo. Cabelos praticamente brancos e muito lisos, orpinho parrudo, pele dourada, boca carnuda e vermelha, apareceu, entre várias malas, grudado na calça da mãe com a força dos que temem a imensidão do mundo, ele olhou. “Essa é sua tia, Antonio”, anunciou minha irmã. “Dá um beijo nela.”O pequeno Antonio me mediu de cima a baixo e decidiu que eu não mereceria seu beijo. Para deixar a decisão muito clara, apertando a perna de minha irmã com mais intensidade, escondeu o rosto. Antonio nasceu em São Paulo quando eu estava de mudança ara s Estados Unidos, e só fui vê-lo na maternidade. A vida estava corrida, eu estava trocando de casca e de mundos, e não tive tempo para freqüentar meu segundo sobrinho estabelecer com ele a relação de intimidade que construí com o irmão. Por isso, depois de dois anos longe da pátria e vendo Antonio apenas por fotos, notei que simplesmente não o conhecia: naquela manhã ensolarada e quente de Los Angeles éramos perfeitos estranhos. Sobre Antonio, eu sabia apenas o óbvio: que ele tinha 2 anos, mas tamanho de 4. Como continuou crescendo assustadoramente, sempre gerou alguma confusão. “Ele ainda não sabe ler?”, perguntavam. E os pais tinham que responder: “Ele mal fala. Ele tem 3 anos!”. Rapidamente, percebi que Antonio era um universo próprio: comia como se o mundo fosse terminar o dia seguinte, falava uma língua única, interagia com qualquer americano que cruzasse seu caminho sem se preocupar se estava se fazendo entender e, quando havia festivais étnicos no parque em frente a minha casa, passava as tardes dançando no meio de adultos, olhinhos fechados, como se estivesse em transe e deixando claro que tinha vindo para este mundo a passeio. Ainda assim, nossa relação afetiva era capenga: eu estava viciada nele, e ele mal me enxergava. Como havia feito com seu irmão, tentei conquistá-lo com uma bola, ensinar dribles, estabelecer um sistema de comunicação só nosso. Não colou. Antonio não se interessava pela bola e estava mais ligado nas árvores e flores do parque, no hambúrguer sem queijo,“só pão e carninha”, como deixava claro para a atendente mexicana do McDonald’s, ou em conversar com adultos que jamais o entenderiam, mas que, ainda assim, ficavam fascinados com aquele ser humano mínusculo, de cabelos brancos e boca vermelha, que parecia sempre muito feliz e faminto.
Espírito livre
Quando voltei definitivamente para o Brasil, Antonio já tinha 8 anos.Aos poucos, foi me deixando entrar em sua galáxia. Quando dormíamos juntos, me abraçava como se eu fosse um travesseiro – uma forma de se entrelaçar que não deixa espaço para que nos mexamos. Ainda assim, nossa relação não era como a que eu tinha com seu irmão mais velho. Salvo pelas noites que passávamos juntos quando os pais viajavam, havia, entre Antonio e eu, uma estranha distância, talvez alimentada pela enorme intimidade que sempre tive com o irmão. Por mais que tentasse, não conseguia todos os números da senha de Antonio. Ele era, para mim, um enigma. E, de uma forma engraçada, ainda é. Antonio não divide comida, não dá gole nem mordida. Se alguém enfiar um garfo em seu prato, pára de comer imediatamente. Nunca gostou de meias ou sapatos e, mais de uma vez, esqueceu seus calçados por aí: a primeira coisa que faz ao chegar em qualquer lugar é tirá-los. Cueca ele passou a usar recentemente, depois de um pequeno acidente escolar que jamais será esquecido. O fato é que Antonio não gosta de nada que o prenda. É um espírito livre. Ama teatro, sorvete de creme, macarrão e Malhação. Detesta brigas, brócolis e discussões. Mas, acima de tudo, adora comida japonesa.Aos 12 anos, calça 42 e freqüenta semanalmente um restaurante japonês. Armado de sua inigualável lábia, sempre convence alguém a levá-lo: o pai, a avó, eu ou até mesmo minha namorada. A verdade inconveniente é que a companhia é o de menos: Antonio senta no balcão e passa horas conversando com os sushimen, que começam a servi-lo sem perguntar o que ele quer, porque Antonio come sempre a mesma coisa. Antonio é um boa-vida e deixa a sensação de que está sempre muito ocupado para se interessar por aquilo que não o interessa. Até hoje, todas as tentativas de dar uma sonora bronca nele – seja porque largou o par de tênis no meio da garagem, porque esqueceu a porta da geladeira aberta, porque comeu cinco pedaços do bolo de chocolate – foram frustradas: Antonio debocha, não se leva a sério e acaba colocando a situação em perspectiva: “Isso importa mesmo? Não podemos ir comer um sushi ou tomar um sorvete?”. Outro dia, no balcão do restaurante japonês, enquanto estava muito ocupado entretendo ossushimen com caretas e cânticos perguntei se ele já havia ficado chateado alguma vez na vida. “Claro que já”, respondeu. “Agora, por exemplo, porque estou com fome e meu sushi não chega.” Falou isso e continuou a cantar. Mas, quando eu já havia me esquecido da pergunta, me puxou para perto e disse baixinho:“Quando a Nononna morreu”.
Com você meu mundo é mais completo
Ontem, jantei na casa de Antonio. Quando ia embora, ele me pediu para ver o jogo do São Paulo com ele na TV. Como Antonio não liga muito para futebol, entendi aquilo como uma declaração de amor e fiquei. Na hora de sair, dei vários beijos nele e fui indo para a porta.Mas ele me chamou de volta. “Fala, Antonio”, disse,esperando uma de suas piadas ou um pedido para levá-lo ao restaurante japonês – ele pode perfeitamente comer sushis depois do jantar. Mas não era nada disso. “Eu te amo”, foi o que disse Antonio. Ele tem essa desconcertante capacidade para emocionar. Eu te amo mais, Antonio”, respondi. Mas, como é sempre dele a última palavra, já na porta tive tempo de ouvir: “Impossível”. Às vezes me pego pensando em como seria meu mundo sem Antonio. Eu, naturalmente, teria um pouco mais de dinheiro porque não gastaria tanto em comida japonesa.Mas,sem Antonio, eu, sem a menor sombra de dúvida, não daria tantas risadas, não me sentiria tão amada e não seria tão feliz.
Nem preciso dizer que eu chorei. Tirei daqui.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Pensando alto

* Ontem fui à exposição Bossa na Oca. Adorei. Cheia de vídeos (que são sempre as partes que eu pulo em exposições) e interatividade. Vale a pena. Mas corre que termina dia 07. E de terça-feira é de graça.
* Alguém aí tem 1 hora do próprio tempo para me dar? To precisando arrumar o guarda-roupa, mas não to conseguindo.
* Semaninha animada. Ontem exposição, hoje aula, amanhã encontro com amiga da faculdade e sexta teatro. Uia. Quem precisa descansar mesmo?
* Eu cismei com o raio do sofá branco. Mas quem disse que eu encontro? Ah sofrimento!!!
* Eu to tentando fazer o meme de sonhos da Dri. Mas tá difícil. Tá faltando um ou dois. E eu continuo pensando.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

História da carochinha

Eu sempre ouvi dizer que jornalistas competiam. Especialmente, os concorrentes entre si. E eu sempre achei balela. Hoje comprovei que isso realmente não existe.
Agendei duas entrevistas com duas emissoras de tevê. Uma era ao vivo, a outra gravada. Mesmo horário. Mesmo entrevistado até. Além dos cinegrafistas todos se conhecerem, as repórteres se revezaram amigavelmente. Cordial. Assim tem que ser. Ninguém compete e todo mundo se ajuda. E não é assim que tem que ser?
Quando a questão é um furo*, a gente não entra no mérito, ok?
* no jargão jornalístico é a matéria desejada por todos: a que revela algo bombástico que ninguém ainda publicou/descobriu.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Sem parar

Semaninha suuper corrida. Mas estou super bem. E super feliz.
Segura. Ganhando e conquistando espaços. Escrever três texto. Aprovados. Elogiados. Um minimamente alterado e consultado. Outro nível. Profissionalismo e independência em área nunca dantes pisadas é muito bom. Mesmo. Me faz feliz e me deixa segura. Por enquanto preciso de pouca coisa mais.
Eu to me sentindo bem segura. Bem certa do que faço. E isso se mostra lentamente. São reconhecimentos que surgem. Conquistas que se evidenciam. E então eu me sinto feliz, segura e começo acreditar no ditado que minha irmã vive repetindo: a fruta não cai do pé sem estar madura. E eu concordo, mas ainda espero - receosa e ansiosa - para saber se estou mesmo ou não pronta para cair do pé.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Encuestas

Começou com a Dri, que passou pra Paula, que me passou.

1. Quais são as três últimas coisas que você comprou?
  • uma blusa de gola alta azul turquesa
  • uma blusa de algodão de gola alta roxa
  • uma camiseta de manga comprida preta
2. Quais são as três últimas músicas que você fez download?
  • Wilson Simoninha
  • Mário Zan
  • Gonzaguinha
(não lembro quais músicas, mas sei que foram deles)

3. Quais são os três últimos lugares que você visitou?
  • Porto Feliz (meu sítio)
  • Bragança Paulista
  • Jaú
4. Quais são seus três filmes preferidos?
  • Moulin Rouge - O amor é vermelho
  • Lisbela e o Prisioneiro
  • Dona da História
5. Quais as três coisas que você tem que mais gosta?
  • Meus óculos vermelhos
  • Minhas fotos
  • Minhas bolsas de tecido
6. Quais são as três coisas que você não pode viver sem?
  • acessar e-mail
  • ler
  • escrever
7. Se você pudesse fazer três desejos, quais seriam?
  • que março chegue logo
  • ser repórter do Estadão
  • que dia 07 seja perfeito e meus avós cheguem até lá
8. Quais são as três coisas que você ainda não fez e quer fazer?
  • ter um filho
  • escrever um livro
  • fazer um mochilão pela Europa
9. Quais são os seus três pratos preferidos?
  • arroz, feijão, bife e batata frita
  • feijoada
  • bife à parmeggiana
10. Quais são as três celebridades com quem você gostaria de andar?
  • Zuenir Ventura
  • Pedro Bial
  • Ricky Martin
11. Diga três coisas que te assustam.
  • perder as pessoas que amo
  • assaltos
  • não realizar meus sonhos
12. Se você pudesse se descrever em três palavras, quais seriam elas?
  • dedicada
  • empolgada/agitada
  • quieta
13. Diga três coisas não usuais que você faz bem.
  • minhas unhas
  • falar rápido
  • colocar a língua no nariz
14. Diga três coisas que você têm cobiçado.
  • minha casa
  • uma máquina fotográfica digital
  • ter mais tempo e mais dinheiro
15. Quais são os três blogs que você gostaria de indicar para responder também?

Conta-me histórias
Tin tin por tin tin
Pensamentos Insanos

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Poetando
Adriana Franco

A verve pulsa
por versos curtos
de uma frase exata.


Itu, 10 de agosto de 2008
(voltando para São Paulo)

sábado, 9 de agosto de 2008

Frila conhecido

A amiga, que já trabalhou junto, chama no MSN e você já pensa: deve ser oferta de emprego - desde que você perdeu o emprego ela te oferece várias. Você já até tem um novo emprego, mas vira e mexe ela te manda uma vaga. Desde então você recusa, agradece e passa adiante (afinal há outras amigas necessitando destas vagas). - Então, quando ela te chama você já sabe. Deve ser emprego. Pois bem. Era quase.
Ela, que te considera ágil, te chama para frilar na concorrente de onde trabalharam juntas. Você, querendo todos os frilas do mundo, aceita. Mas jamais pensa que a concorrente também estará no tal evento. Pois bem. Lá estava a concorrente e os poucos conhecidos que sobraram e seguem episódios engraçados e bizarros como:
1. Andando pelos corredores percebe que de dentro do estande da concorrente o ex-chefão-master-dono-da-editora te caça por cima de cabeças alheias. Você nota, olha. E resolve que, num impulso eu sou mais eu, vai entrar e cumprimetá-lo. O faz sem dar explicação. Cumprimenta a vendedora de anúncio conhecida e - sem falar com os desconhecidos presentes - se vai. Sem explicação ou detalhes de sua presença em um evento tão "energético".
2. Dentro do estande da pagadora do frila faz contagem dos estandes que deve ir quando outro conhecido, o administrador, da concerrente adentra o estande em que está. Como já sabe que ele também não trabalha mais na concorrente e conhece o dono de onde está frilando - porque ele já trabalhou no mesmo local e saiu para fundar a concorrência - fica na boa. O dono pagador lhe chama para dizer olha quem está aqui e não sabe se quer mostrar o ex-administrador para você, ex-estagiária ou a ex-estagiária para ele, ex-administrador. Se cumprimentam e comenta: Eu sei que você saiu de lá; o pessoal sempre se reúne e me mantenho informada das fofocas. Num impulso ambos perguntam: E a ex-chefe também participa dos encontros? Você com vontade de dizer que não porque senão não teriam assuntos apenas responde: É, bem, a ex-chefe não está incluída nos encontros. Ele responde que a liderança tem suas desvantagens. E você sai, sem graça.
3. Passando pelos corredores com uma das vendedoras de anúncio pagadora passa pelo estande da concorrente onde está o ex-chefão-master-dono-da-editora que te fuzila com o olhar. Você pára e pensa: vou pedir para minha avó me benzer.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Gramaticalmente ativa

Eu conjugo o verbo frilar no presente do indicativo e no imperativo afirmativo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Do começo de livros

Em algum blog que leio - e, agora, não me lembro qual -, o autor menciona inícios incríveis de livro. E cá está mais um. Pelo menos para mim.
" 'Sempre que me acontece alguma coisa importante, está ventando' - costumava dizer Ana Terra. Mas entre todos os dias ventosos de sua vida, um havia que lhe ficara para sempre na memória, pois o que sucedera nele tivera a força de mudar-lhe a sorte por completo. Mas em que dia da semana tinha aquilo acontecido? Em que mês? Em que ano? Bom, devia ser em 1777: ela se lembrava bem porque esse fora o ano da expulsão dos catelhanos do território do Continente. " Érico Veríssimo em Ana Terra.

Up-date: Como bem lembrou meu amigo Thiago é o blog Toda Prosa, de Sérgio Rodrigues que cita inícios inesquecíveis. Vá e confira.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

POCKETLOVE
Adriana Franco

Cabe no bolso
essa edição
de amor fullgás
que a gente inventou.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Hoje

Eu saí do trabalho com dor de cabeça. Às vezes é difícil. Muito. Mas por enquanto dá para levar. No fundo, eu me divirto. Apesar de sair de lá esgotada. Osso do ofício. Eu saí de lá dando graças e achando que o percursso do ônibus seria capaz de aplacar minha dor. Viria lendo, anotando e escrevendo palpites no livro de um amigo. Mas dei azar. Peguei um maldito ônibus que estava com o sinal (o que se dá de dentro para descer) quebrado. O tal disparava por mais de 15 segundos toda vez que apertado. Adivinha se eu não cheguei pior do que saí do trabalho? Coisas da vida. Acho que foi só porque tive uma noite tão gostosa.

sábado, 26 de julho de 2008

O TCC, o Jornalismo e o meu amadurecimento

O meu TCC foi um documentário sobre a Revista Ocas" e o que a revista - quanto veículo de comunicação e organização não-governamental - promovia na vida das pessoas em situação de rua. Pois bem. Hoje, cerca de um ano e meio depois da apresentação, eu me lembrei de uma pergunta feita na banca, que só agora encontrei a resposta.
A pergunta feita pelo professor de rádio e televisão da faculdade foi: "E, agora, como fica a sua relação com a Ocas"?" Eu, que naquele momento ainda não tinha pensado e sofria uma certa pressão por parte da revista para que entrássemos para o time de voluntários, apenas respondi que ainda não sabia. Eu pretendia pensar nisso depois do turbilhão do TCC, mas de qualquer forma tinha aprendido ali uma coisa muito valiosa: nunca mais olhar para uma pessoa em situação de rua da mesma forma e que, portanto, sempre pensaria que aquela pessoa tinha uma história e, provavelmente, algo bastante trágico a ponto de o levar para a situação de rua.
Não era mentira. Não é. Mas hoje entendo com mais clareza meu papel de jornalista. Eu não posso e nem podia entrar para o time de voluntariado porque o meu trabalho é outro. É mostrar para as pessoas que há exemplos que dão certo e podem ser repetidos. É mostrar o que o mundo ainda tem de bom e, por isso, não devo e não posso ficar presa a uma instituição. Não pra sempre. Se entrasse e lutasse especificamente por aquela ou outra causa me tornaria, então militante. E não é o foco. Eu quero fazer acontecer. Mas de outro jeito. Do meu jeito.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Engraçado como um almoço e meia tarde com uma amiga muda o dia. Muda a vida.

domingo, 20 de julho de 2008

Momento decisivo

É difícil tomar certas decisões. Mais difícil ainda quando estas decisões não lhe parecem acertadas. Por exemplo, filha de pais separados (traumaticamente) decidir se casar. Chavão, mas verdadeiro. Eu demorei. Sim, demorei muito. Até o dia que veio a prensa e eu parei para pensar. Ele me jogou na cara que eu tinha medo e eu assumi. Ué. Como tentar uma vida a dois se o exemplo que vem de casa lhe diz para que não faça isso? Foi então que eu parei para analisar: a vontade crescia; ter e formar uma família tinha sempre sido meu sonho de criança; e eu podia fazer algumas coisas diferentes. E agora que chegava a idade eu negaria a chance?
Tentar é o caminho. Eu acredito sim. Eu nunca deixei de acreditar só porque um caso (embora fosse o meu exemplo) não deu certo. Eu me pego nos pais das amigas que deram. Se com eles deu por que comigo não pode dar?
Claro que é mais do que isso. É ver a pessoa com quem se tenta. É entender uma história que já se constrói e ver que ela pode e deve ser alongada. É fazer com que a vontade de não dar tchau e de acordar junto vire real. É querer frutos. É, em síntese, um enorme aceitar. E, apesar de tudo, acreditar.

sábado, 19 de julho de 2008

Uma notícia que alivia

Eu já falei aqui várias vezes sobre o assalto que sofri no meu sítio há mais de 3 anos. Do processo moroso. Diversas vezes fui depor. Reconhecimento fotográfico em São Paulo. Depoimento em Porto Feliz. Até o depoimento final no Fórum Criminal. Pois bem. Semana passada eles foram condenados. O que estava do lado de fora, portando arma e encapuzado, mais de 50 anos. O que estava do lado de dentro, de cara limpa, talvez com arma (não confirmado e nem visto) e que agrediu meu pai, mais de 20.
Eu ainda fico ligeiramente impressionada e assustada no sítio. Mas saber disso alivia.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

...

Ando com preguiça de escrever aqui. Ando devorando Ana Cristina Cesar. Já me sinto íntima, até. Acho que ando vazia (sem assunto, eu digo). Por isso, a ausência. Queria dizer que volto logo. Mas sinto que não depende de mim. Pensei em mudar de endereço (o blog). Ainda não sei. Tudo são apenas idéias. Eu só queria mesmo o maldito caderno encapado de tecido. E esse eu não acho em lugar nenhum.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Pelo que eu acredito

Eu escolhi o jornalismo pelo que acredito que ele é capaz de fazer. Sim, eu acho que vou mudar o mundo um dia. Que posso realizar transformações.
Nesse sentido, meu último estágio foi super válido. Lá eu via, sim, que era possível. E nem precisava de muito coisa: uma pauta, uma matéria, uma revista - mesmo que institucional.
Foi também nesse sentimento, crença, ideologia, critério e toada que fiz meu trabalho de conclusão de curso: um documentário sobre a revista Ocas", que resgata pessoas em situação de rua dando-lhe não só oportunidade de trabalho como de re-inserção social e resgate da auto-estima.
E foi também por causa do trabalho e do estágio que acabei me aprofundando e descobrindo que ainda mais pessoas fazem isso. E também na grande imprensa, embora em menor volume e com mais desafio. Mas isso só aumentou tudo que eu sentia aqui. E reforçou a aposta.
Por isso, acompanho o blog e o trabalho da Adriana Carranca - uma dessas que enfrentam o desafio na grande imprensa. E hoje tinha um post lá que eu gostei muito. E resolvi incentivar a idéia - porque eu também acredito.
Pois bem: a campanha consiste apenas em você entrar neste site e preencher o formulário, que ajudará as cerca de 2 mil pessoas que deixam o Iraque por dia e por viverem escondidos não têm direito nenhum.

domingo, 6 de julho de 2008

Momento
Adriana Franco
Para Tatiana
Não é mais a conta-gotas,
que a menina vive.

Quer enxurradas -
sentidos, perdões e desculpas;
Chuvas, trovoadas e tempestades.
Urgências que vieram com o tempo.
A tempo.

Entregando-lhe,
de bandeja,
um caminho.
E outra perspectiva.

sábado, 5 de julho de 2008

WALL•E

Se você for pensar nos ingredientes de um filme, em que pensa? Eu, quando comecei a assistir ao WALL•E me surpreendi e me pus a pensar nisso e a listar: trilha sonora, personagens, enredo, diálogos, conflitos, emoções. Mas a lista embora assim precária, mas sendo o possível em uma sala escura em que rodava um filme que me surpreendia tanto, não se encaixava no que via porque não havia diálogo. O filme avançava e não havia diálogo. Mas o filme estava completo. Como pode? Era possível perceber tudo pela música, pelos sons, pelas expressões dos personagens. E eu, que nem sabia o enredo do filme, saí da sala de cinema encantada.
Houve, depois, algumas falas e alguns princípios de diálogo, mas se eu fosse produtora de filmes juro que ia tentar isso: um filme sem nenhum diálogo. Fiquei encantada com a possibilidade.
E se você quer saber, mais que indico o filme. Bom demais.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Lenda

Começou a namorar e sumiu. Normal. Quem nunca fez isso? Sonho do trio, que virava sexteto. Então os planos de programa de casais podia ser real. Seria. Nunca foi.
Até se tentou. 1,2, 3 vezes. Mas sempre dava errado. Ela mesmo desistia. Das viagens, dos jantares, dos programas. Sempre tinha uma desculpa. A turma dela, agora, era a dele. Normal, quem nunca fez isso?
Só que agravou-se. Nenhum convite, nenhum programa. Nada era aceito. Nem viagens. Nem barzinho. Nem filme. Nem jantar. Então eu desisti. Mas ainda insistia. E desisti de novo. E mais outras tantas vezes até que foi definitivo.
Foi quando ela chamou no MSN e combinou uma viagem. Já tinha dado alguns canos este ano. E eu já tinha desencanado. Apostei. Me certifiquei. Cobrei e ela achou ruim dizendo que não ia dar o cano. Dito e feito. Mandou um e-mail desmarcando. Mais uma desculpa como as outras. Dessa vez não colou e eu me enfureci. Ela, culpada, sumiu. Até me ligar essa semana. Prometeu que viria hoje. Eu já não ligo, não aposto, não acredito. Fui sincera da última vez que ela ligou a uma semana atrás: olha, cansei. Só acredito vendo.
Só que além de cansar e de ter virado piada aqui quando digo que ela diz que vai aparecer eu me entristeço. A opinião unânime é de que vai acabar. E isso é triste. Eu queria ela do meu lado no altar, mas quase não faz mais sentido. Eu queria ela como madrinha de um dos meus filhos, mas nem sei até quando vai durar a amizade, a afinidade, a ligação. É triste. Esse ano a gente não comemorou nosso aniversário de amizade como sempre. No aniversário dela eu era a única amiga presente, o restante era da turma do namorado.
Eu sou da opinião que isso é coisa do namorado. Namorado, inclusive, que ela só conheceu por minha causa. Mas é assim. Infelizmente. Ela virou lenda, boi dormindo, história errada de carochinha.
Twitter 2

Agora os comentários rápidos e concisos estão aí do lado. É só conferir nas rapidinhas.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Percepções

O mundo de uma gripada é: sem cheiro, sem gosto, sem som. SEM GRAÇA.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Workaholic

Entrei em um ritmo frenético. Mesmo. Muito. Nível doida. Caminho sem volta. Só que a semana tem mais de 15 coisas pra resolver e uma gripe chegando. Trabalhar demais sempre me baixa a resistência. E agora vou ter que me obrigar a diminuir. Será que vai dar?
To indo pra cama com remédio e livro porque o primeiro semestre do ano termina. Hoje avaliação no trabalho me fez pensar que meio ano já passou e eu podia avaliar meu semestre.
22 filmes, 18 livros, algumas exposições e diversos programinhas culturais (não to com tudo aqui, mas depois vou ver se coloco) como teatro, shows. Enfim. Melhor do que me propus. E isso que tem as muitas outras coisas que estou fazendo junto. Dá-lhe que dá-lhe que 2008 vai ser muito bom.
Turistando em SP

Adoro passeinhos culturais e que me fazem conhecer São Paulo. Sou, como já disse aqui, enlouquecida para ir a um concerto na Sala São Paulo. Ainda não fui. Mas preciso mais do que nunca.
No final de semana fui com minha irmã e meu cunhado à visita monitorada que acontece lá e me deslumbrei. Só de entrar na sala de concertos meu coração disparou e, conforme a história ia sendo contada e relatos iam surgindo, me arrepiava.
Sim, estou ensandecida para ir lá e ver tudo "funcionando". Fiquei realmente impressionada. Entre as coisas legais que aprendi estão:

Estação Júlio Pestes, onde está a Sala São Paulo

- a sala é uma das 4 melhores no mundo, sendo a melhor sala de concertos da América Latina

- tudo é desmontável e encaixado na estrutura do prédio, porque é Patrimônio Histórico então não podia ser modificado e nem receber nenhuma intervenção

- onde é hoje a sala de concertos deveria ser (no projeto original) o espaço onde a primeira classe esperava o trem e era, na prática, um jardim

- a obra foi inaugurada no dia do aniversário do então governador do estado de SP, Mário Covas, em 19 de julho em 1999, que foi reeleito no ano seguinte

- a sala foi construída como exigência do regente John Neschiling para assumir a Osesp, que até então não tinha sede própria

- todas as salas são alugáveis para eventos

- o palco pode sem ampliar conforme as necessidades, assim como o teto abaixa, se levanta ou se altera conforme a necessidade do concerto tocado (para salas grandes ou pequenas, ou seja, para grandes ou pequenas reverberações). Além disso, o piano é elevado no meio do palco, que comporta abaixo as cadeiras que podem desaparecer do palco e grandes instrumentos

- além da sala de concertos, o espaço abriga também salas de ensaios totalmente isoladas acusticamente

A sala de concertos. Em tons de madeira clara e azul marinho. Tudo que é novo tem um ar moderno para se destacar na construção antiga

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Vermelho


Foto da Xará Preferida


Tua,
de seda e feno
no transe da metáfora
a fenda soletrada-sol,
vala de luz, vocabulário

Tua, folhagem. O
olho
alcança o Olho,
desce aos infernos:

sonha o cabelo da urna,
o vermelho
da cifra, a ferida
no centro da fogueira

Tua, tua

(Age de Carvalho, daqui)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Emendando

No dia em que você me beijou eu não pensei que fosse pra sempre.
Eu queria, queria, queria. E você demorava, demorava, demorava.
Eu me atrasei e você se adiantou. Nos encontramos no caminho. Nem em casa e nem no ponto de encontro. No meio.
Você queria ir longe demais e eu vetei. Você continua querendo e eu, vetando. Parece que nada mudou desde então.
Mas olhando percebe-se quantas coisas mudaram: cenas, cenários, ciúmes, canções, casais, casados - quase.
Continuo amando seu cabelo curto ou comprido. Seu jeito engraçado. Sua simplicidade. Sua, simplesmente. Integralmente eu posso dizer. Dos pés a cabeça e com o perfume que prefere. Pra sempre.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Fomos perfeitos.
De Cléo Araújo.

Segurei sua mão antes de atravessar a rua. E de repente, pensei: acho que quero esse homem para sempre.Você e seu jeito engraçado de ser elegante, seu jeito elegante de ser engraçado. Como naquela vez, quando cruzou a sala para me acudir de uma cantada inoportuna... Foi como se não quisesse resgatar ninguém que você seguiu, despretensiosamente determinado a me tirar da área de investidas do amigo embriagado. Eu fingi nem perceber. Toda a sedução estava em deixar você ser assim, meio lord, mesmo quando tinha que lidar com um amigo cheio de mãos. Com você fui até meio mulherzinha. Foi naquele jantar, em que eu deixei você escolher o prato para mim. Logo eu, que chegava aos lugares com o menu lido previamente pela internet e que costumava indicar os pedidos que os outros deveriam fazer. Você me quebrou, me deixou gaga e me apresentou cordeiro ao molho de menta. E eu gostei.Você segurava minha mão sobre a mesa, onde uma luzinha de vela iluminava o estreito espaço entre nós. E eu nunca mais iria querer ser sozinha na minha vida se tivesse você me mimando daquele jeito, a segurar minha mão, a me indicar pratos de cordeiro ao molho de menta, a me servir taças de vinho e a me fazer querer você para sempre.Um pouco era só por causa daquela entrada que você tinha do lado direito da testa. Outro pouco era porque você tinha aquele olhar safado/cavalheiro de Matthew Mcconaughey. Ou talvez fosse só porque você era quentinho num dia frio. Eu gostava particularmente da manhã. Você era mais perfeito do que em outras horas do dia, pela manhã. Seus braços davam a volta no meu corpo e eu me sentia sedutoramente pequena e franzina. Acho que poderia me sentir pequena e franzina para sempre, ali. Eu ficava na cama e você ia se arrumando enquanto o quarto se perfumava de um aroma de melão. Então, você se vestia. Nunca houve no mundo alguém que ficasse tão bem em uma camisa branca. Você me arrastava até a cozinha, preparava ovo mexido, suco de laranja e café. Eu só assistia. Não fazia nada, a não ser deixar você cuidar de mim e de tudo.A gente saía, você segurava minha mão e assim ficava fácil de a vida ganhar sentido. Acontecia em cada esquina, quando a gente parava para esperar os carros e você me beijava. E segurava a minha mão. E me beijava de novo. E de repente, eu pensei: acho que quero esse homem para sempre.De mim você não esperou nada de elementar. De mim, eu sei, você sentiu saudade logo depois. Mas foi como num trecho de Lygia Fagundes Telles que o resto aconteceu. O meu “para sempre” virou um casamento com os mistérios. O seu “para sempre” eu nunca soube. Eu só sei que é do toque morno das suas mãos sobre meu rosto frio que eu me lembro...Toda vez que a temperatura cai.
roubei daqui.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Lendas rurais

Uma visita a uma cidade desconhecida pode surpreender. Jau, localizada no centro-oeste do estado, é a cidade que fui visitar uma amiga que teve bebê recentemente e me surpreendi desde a estrada até os costumes.
No caminho, eu e o namorado observávamos a paisagem e a predominância do plantio de cana para o lado que viajávamos. Sem brincadeira, era um mar de cana. 3/5 da estrada era cana; 1/5 era laranja; 1/2/5 era café e 1/2/5 era banana.
Para chegar na casa dela foi fácil e foi bom ver que ainda existe cidade do interior com cara de cidade do interior. Meus referenciais de interior não são mais cidades assim tão interioranas, como Campinas e São José dos Campos. A rua, em um bairro que está nascendo e até pouco tempo era vizinha de uma fazenda, só tem casinhas e é bem sossegada. A ponto de podermos colocar as cadeiras na calçada e ficarmos batendo um papo durante à tarde (coisa, aliás, bem de interior!).
Inacreditável também foi notar a quantidade de crianças e bebês que tem em uma só rua. Mais de 50% das poucas casas que tem a rua estão com bebês pequenos e/ou recém-nascidos. E em dia de vacinação, isso significou ver todos e ainda ouvir as lendas rurais acerca do assunto maternidade e crianças.
Primeiro a vizinha da frente veio conversar enquanto o marido levou a pequena Heloísa de 2 meses para vacinar. O assunto: a criança troca o dia pela noite e então disfilou-se o primeiro rosário sobre simpatias para resolver o problema: vesti-la com uma roupa ao contrário, colocá-la para dormir com os pés virados na cabeceira da cama, alimentá-la em posição invertida e mais outras tantas que nem consegui assimilar.
Pois bem, pouco depois outras vizinhas passaram pela rua com seus bebês e todos foram ver o mais novo morador e enquanto todos conversavam a mãe declarava que seu leite havia secado. E este foi o momento auge do meu sábado. Na lenda rural, acredita-se que provavelmente alguma mulher "roubou" o leite dela. E isso acontece quando uma mulher menstruada visita a mãe que ainda está de resguardo e não a avisa do fato, ou seja, a mãe de resguardo precisa ser informada ou perguntar se suas visitas estão menstruadas para que o leite não se vá com a mulher. Eu que não estava entendendo a princípio do que estavam falando questionei e então entendi a lenda, que veio seguida, obviamente, de diversas simpatias para saná-la.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Junina
Adriana Franco

Quermesse?
Quero mesmo!
Dia dos namorados: o diálogo

Com a aproximação da data dos namorados, indaguei o futuro marido:
- Amor, esse vai ser a última vez que vamos comemorar o dia dos namorados?
E ele me respondeu irritavelmente com outra pergunta:
- Por que você não vai ser mais a minha namorada?
Eu, irritada e taxativa, respondi:
- Não! Vou ser sua mulher.
E ele re-indagua:
- Mas você não vai ser mais minha namorada?
Eu, apaziguando:
- Não sei. É que a gente vai virar marido e mulher, que é "mais importante".
Ele reinterando a idéia inicial:
- Mas você não vai mais me namorar?
Eu, concordando:
- Vou.
Ele, concluindo:
- Então…

sábado, 7 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Cobrir feiras é...

... repor o estoque de caneta;
... ganhar vários brindes das empresas;
... camelar o dia todo;
... pauta, entrevista, matéria, entrevista, matéria, entrevista, matéria, entrevista, matéria.
... se encantar com algumas pessoas fofas e querê-las para si;
... acreditar-se competente;
... ser proletária para ganhar unszinhos.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Delete
É a vontade que tenho de fazer com o dia de hoje que foi ruim: deitar, dormir e acordar de novo nesta segunda-feira só para fazê-la diferente e, quem sabe, um pouco melhor. Mas como não dá vou deletar.
Em poucos minutos separarei minha roupa de amanhã e me entregarei às cobertas para sentir menos frio e ler um pouquinho antes de dormir. O resto da semana já sei que vai ser pancada, então vou me preparar sonologicamente*.
* quem preparar a psique se prepara psicologicamente. Eu vou preparar meu sono.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Trabalho, trabalho e trabalho
Acho que a coisa vai começar a apertar. A semana voou. Tenho (ainda) milhares de coisas a fazer e nem sei por onde começo: pelos e-mails que invariavelmente terão que ser lidos, pelo acréscimo de imagens nas notícias já publicadas, no relato da reunião de hoje, nas providências que tenho que tomar, nas matérias que tenho que escrever, na organização das tarefas a fazer daqui em diante para depois não me perder. Nem sei. E como semana que vem eu já sei que vai ser difícil, não quero deixar muita coisa para depois. Quero me organizar e deixar tudo OK, mas hoje já é quinta e não estou no ritmo enlouquecido de trabalho para começar agora, mas amanhã o dia será curto e sábado começa com trabalho logo cedo e se estende com um show (que promete ser delícia) da CéU no Teatro Municipal e termina com o namorado. E domingo tem os outros compromissos assumidos e mais as coisas que invariavelmente vão sobrar. E UFA! Nem sei.
Só sei que pretensão me irrita tanto que dá vontade de chacoalhar a pessoa. Porque ela - no meu ponto de vista - não entende nada do que a gente tava falando. E eu, desculpa, sou pontuada pela experiência. Experiência, meu bem. E você não entende nada de setor INTERNO de comunicação. E só por isso já fica difícil de chegar a um entendimento. Grrr. É difícil. E a gente tem que se fazer de vencida, às vezes, só para não piorar a situação. E eu respiro fundo e mantenho a pose. Haja!
Sobre o feriado

E pouco depois de postar sobre o péssimo humor um convite me tirou de casa. Diverti a Xará com o latente sarcasmo de quem acha tudo ruim, péssimo porque na verdade o mundo é espelho Sebastião. Então fui. E combinei para o dia seguinte mais um encontro. E o sol e a vida feliz, embora acinzentada pelos meus olhos, animaram-me. E o efeito foi tão mágico mais tão mágico que na segunda-feira eu estava insuportável. De tão feliz.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Aritmética

TPM + uma notícia ruim + vontade frustrada de aproveitar o feriado = uma catástrofe no humor

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Siga as instruções

1- Aceite o convite de uma amiga para preparar um jantar surpresa para a mãe dela
2- Sirva de ajudante (ou subalterna, como ela prefere) durante todo o processo
3- Seja, de bandeja, elogiada
4- Experimente arriscar-se
5- Faça a mesma receita com algumas mudanças
6- Obtenha sucesso e fique feliz!

Quiche Lorraine adaptado para o namorado vegetariano. Meio bacon meio azeitonas verdes picadas.

A receita você pode pegar aqui.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Momento Luis Fernando Guimarães ou Super Sincero

O namorado se dirigiu ao banheiro e eu aproveitei para entrar na loja de maquiagem. Entrei e me encostei no primeiro nicho de maquiagem, mesmo porque era leve e combinava com meu gosto.
Enquanto olhava a vendedora se aproximou.
- Pois não, posso te ajudar?
- Não, obrigada. Só estou olhando.
- Mas quer que eu te ajude em alguma coisa? Procura algo específico?
- Não, sabe que é. Meu namorado foi ao toalete e eu acabei entrando na loja só para esperar por ele.
- Ah, tá!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Charada

O que é, o que é:
- tem sua rádio preferida salva no rádio do carro, mas não é seu namorado?
- cobra sua presença semanalmente, mas não é seu terapeuta?
- te manda vários e-mails, mas não é seu chefe?
- repara em você dos pés a cabeça, mas não é sua melhor amiga?
- te elogia sempre, mas não é sua mãe?
- pede palpites profissionais, mas não é sua irmã?
- te dá palpites profissionais, mas não é seu pai?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Monólogo

Eu vou contar uma coisa, mas não quero nenhuma pergunta adicional. Eu não vou dizer mais nada. Escolhi meu vestido de noiva!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Cinzas de Ciúme
Adriana Franco

Destruidor e explosivo
o ciúme agigantou-se
entre o certo e o incerto
da alma e do amor

Fez da carne um espasmo
e da boca um tremor
numa dúvida lancinante
de não saber mais quem eu sou

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Sobre casamentos

Eis que ser a primeira a casar tem benefícios e sacrifícios. Afinal são anos e anos de expectativa por esse momento. Não esperava-se, no entanto, que só chegaria na minha vez. Mas é assim que é. 3ª filha; 1º casamento. 3ª neta (avós maternos), 1º casamento.
E hoje fui a casa da minha avó, que não ia há bastante tempo. Saudades. Comentários sobre os preparativos é a toada. Porque, agora, a primeira pergunta que todo mundo me faz quando me vê ou fala comigo é: Como estão os preparativos? No começo, a resposta era devagar. Agora eu já digo: me enlouquecendo. Mas, confesso, é bom.
Toda vez que eu vou nos meus avós escuto um pouco da história do casamento deles. Hoje, por exemplo, soube que ela ainda tinha 20 anos, então como não era legalmente maior de idade o pai teve que permitir. E eles contaram dos preparativos, do vestido e tudo. E eu pedi, claro, as fotos.
E foi então que eu soube a melhor das histórias. Minha avó, filha de espanhóis, escolheu seu vestido quando tinha apenas 7 anos! Ela folheava uma revista e se deparou com o vestido. Na mesma hora correu para sua mãe e disse: É com esse vestido que vou me casar! Eles eram pobres e, talvez, ela ainda não tinha dimensão disso e ouviu como resposta um frustrante: Só se você casar com um homem rico porque a gente não tem condição de fazer um vestido desse.
Mas mesmo assim ela não desistiu. Guardou a revista por longos anos. E quando foi pedida em casamento pelo meu avô, disse: Meu sonho é casar com este vestido, mas não tenho condição de fazê-lo. Meu avô (LINDO!) disse que sem problemas. Ele fez o vestido para ela. Do mesmo jeito. E foi assim que ela realizou o sonho dela.
E é com essas histórias que ando me emocionando mais que tudo. Não sei se com todas é assim, mas se eu, normal, já sou chorona; eu, noiva, sou mais que o dobro.

sábado, 3 de maio de 2008

Covardia ao Norte
Adriana Franco

Tinha urgência de chegar
neste mundo de coragem
Partiu surdo de medo
pro castelo da incerteza

Desaguou em desafios
no universo de barulhos
Acabou em desalento
sem princípio nem saudade

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Gosto é gosto ou Puxando a sardinha pro meu lado

Eu estou a diagramar umas coisas para o trabalho. Pois bem. Fiz 5 sugestões de capa para o material. Pois bem. Em uma delas usei uma foto minhas, mas dei uma arte nela e ficou muito legal (eu achei!). Mandei as 5 sugestões e fiquei torcendo para escolherem a minha. Mas imaginava que não ia ser essa a idéia. Pois bem. Hoje recebi a resposta e a minha não foi escolhida. Só que eu fiquei tão triste, mais tão triste que não quero nem mais diagramar. Eles pediram o óbvio. E eu fiquei frustrada.

Agora comparem:Minha capa tão linda - e rejeitada!

Minha capa. Foto minha. Nada de óbvio do título. É SP sim, é a cidade sim. Não tem foto de luta, mas também não é o óbvio do óbvio.

A capa óbvia das óbvias - e ainda elogiada!


A capa mais óbvia que eu poderia fazer. A mais chavão. Ainda fiz outras (uma com esta foto em PB, outra com uma outra ilustração de prédios e uma outras com uma ilustração que eles usam sempre e até tinham sugerido).
Eles escolheram essa e ainda me parabenizaram pela idéia original (oi, cadê a idéia mesmo?).
Pois é, hoje meu sobrenome é frustração.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Trabalho, trabalho, trabalho e um feriado no meio

Tenho tido sorte. As semanas de muito trabalho acabam sendo as com feriado. Ou seja, não importa o quanto eu trabalhe porque há sempre uma folga no fim do túnel. Aliás, uma folga prolongada. Muito embora eu deva trabalhar na sexta-feira. Por minha conta mesmo, é que eu não suporto saber que tem um monte de coisa pra fazer.
Trabalhar em casa também tem disso: a gente fica meio workaholic. Não são só as folgas, não. Também tem trabalho em overdose e praticamente sem intervalo de almoço.
Na segunda foi das 9H às 22H. Embora eu tenha ido e voltado para a reunião nesse meio tempo. Porém, conto o deslocamento como trabalho afinal não fiz nada além. Muito pelo contrário, fiquei pensando nas mil coisas a fazer. Hoje foi das 8H30 às 19H30. E sem idas e voltas, só com um almoço rápido. Porque também tem isso: você vai até a sala, almoça e volta pro computador.
Amanhã tem mais. Mas de manhã tenho que resolver outras coisas, então pego no batente à tarde e espero terminr tudo até às 20H. Assim posso me dar o luxo de aproveitar o feriado com as leituras e com mais eu quiser.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Do elogio que devia ser uma cantada

"Você está muito mais mulher do que na época da faculdade."

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Sobre os sonhos e a realidade que atormenta
Não que eu esteja na melhor das condições para escrever, mas cansei de fingir. Desde o maldito dia 10 que te vi não paro de sonhar com você. E se fosse só sonhos tudo bem, mas não. Os sonhos são todos em 3D e me atormentam demais. Mil vezes eu me pergunto quase que retoricamente: Papai do Céu, por quê? E como não obtenho resposta me contento com a resposta que eu mesma inventei: Você me coloca em um dia incomum, em um caminho fora da minha rota normal em um dia em que eu não devia estar lá, no mesmo ônibus que o ser e só me faz notar quando ele desce do ônibus.??? Realmente não era para ser. E eu me consolo. Teoricamente. E sonho quase toda santa noite com ele. Não há sossego que chegue. Eu ainda não consegui sossegar. Menos ainda entender todo o significado disso tudo.
De costa, de longe, com uma roupa não repetida eu te reconheci. Eu olhei e disse: é ele! FODEU! Eu ainda sim prestei atenção e ele não atravessou a rua. Isso significa que eu passaria no ônibus por ele, no mesmo trajeto e poderia, enfim, verificar. E sim, era ele. Sem acreditar e sem saber eu levantei. Disse frases desconexas e fiquei de dentro do coletivo te olhando. E você, perdido, procurava um caminho. Minha vontade era gritar seu nome, te guiar, te seguir, saber onde ia, sinalizar que te via e fazer você me ver. Mas eu não fiz nada.
Eu vi, eu senti, mas travei. Não fui capaz de gritar, de descer, de seguir, de saber. Não era pra ser, senão tinha te visto, teria rolado ali mesmo - na frente dos passageiros e no meio do ônibus -, mas mais uma vez não foi.
Deve ter sido o acaso, embora eu não acredite nele.