domingo, 20 de julho de 2008

Momento decisivo

É difícil tomar certas decisões. Mais difícil ainda quando estas decisões não lhe parecem acertadas. Por exemplo, filha de pais separados (traumaticamente) decidir se casar. Chavão, mas verdadeiro. Eu demorei. Sim, demorei muito. Até o dia que veio a prensa e eu parei para pensar. Ele me jogou na cara que eu tinha medo e eu assumi. Ué. Como tentar uma vida a dois se o exemplo que vem de casa lhe diz para que não faça isso? Foi então que eu parei para analisar: a vontade crescia; ter e formar uma família tinha sempre sido meu sonho de criança; e eu podia fazer algumas coisas diferentes. E agora que chegava a idade eu negaria a chance?
Tentar é o caminho. Eu acredito sim. Eu nunca deixei de acreditar só porque um caso (embora fosse o meu exemplo) não deu certo. Eu me pego nos pais das amigas que deram. Se com eles deu por que comigo não pode dar?
Claro que é mais do que isso. É ver a pessoa com quem se tenta. É entender uma história que já se constrói e ver que ela pode e deve ser alongada. É fazer com que a vontade de não dar tchau e de acordar junto vire real. É querer frutos. É, em síntese, um enorme aceitar. E, apesar de tudo, acreditar.

2 comentários:

Thiago disse...

Ah, o sonho, a esperança... que nobres sentimentos! A vida doméstica, filhos catarrentos, cuecas borradas... ah, o amor! O casamento! Proclamação da vida!

Ju disse...

sabe o que é melhor??? é que com todos esses exemplos e apesar de todos os exemplos, continuamos acreditando! Melhor, fazemos dar certo!!!
ai ai, eu acho o máximo!