sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Essa é interna

Igual quando você compra um carro e, depois, vê um monte deles pela rua.

Ou quando você está grávida e só encontra barrigudas pela rua.

Tá tipo assim.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Sobre os ex que a vida deixa no caminho

Todo mundo tem um caso mal resolvido. Daqueles que revolvem entranhas, sacodem as pernas, gelam o estômago e viram a cabeça. Mas nem sempre a não solução é de ambos. Mas como saber ?

Não dá. Não tem como. A menos que ele te dê pistas. 

Ele pode, por exemplo, saber mais da sua vida do que você imagina. E isso pode ser um indício. Ele pode também sondar sobre questões da sua vida pessoal que não estão bem esclarecidas. E isso pode ser um sinal. Ele pode querer te contar mais sobre ele do que você realmente perguntou. E isso pode ser satisfação. Ele pode demonstrar que apesar das trocentas curtidas naquela foto dele numa rede social, ele percebeu (e comentou) que você curtiu! E isso pode dar bandeira. Ele pode ser mais fofo do que você imagina num email quase formal e quase profissional. E isso pode ser xaveco. Ele pode responder sua mensagem descompromissada cheio de intenções. Mas isso nem sempre dá para perceber. 

E, assim como as outras coisas, pode ser ilusão sua. Afinal, a vida passou, mas o ex permaneceu ali sem nem saber a importância que tinha.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Um mimimi

Faz tempo que eu não apareço aqui, mas como estava com vontade de fazer um mimimi sobre o meu trabalho resolvi aparecer.

É assim:

* Tenho muitos chefes e isso não quer dizer que é bom, mas também não é necessariamente ruim.

* Depois de um ano e pouco, estou sozinha novamente. Tinha uma estagiária, que se foi e estou penando, mas por outro lado adoro estar sozinha na minha sala e colocar a música que eu quiser, no volume que eu quiser, quando eu quiser e quantas vezes eu quiser. Sabe aqueles dias que queremos a mesma música sem parar? Então, agora eu faço sem ter que me preocupar se estou ou não agradando e não preciso dos fones chatinhos de usar.

* Tenho um monte de chefes (falei, né?), então, mas nenhum trabalha diretamente comigo. Isso é bom porque tem um monte de gente pedindo coisas diferentes e nunca tem rotina, mas quase nunca tem um chato te perturbando ou pegando no seu pé, cobrando e etc e tal. E isso é o melhor dos mundos.

* Ninguém controla meu trabalho, mas claro exigem uma coisa ou outra e acompanham de longe o que acontece e como as coisas caminham. Se eu fizer alguma cagada pequena, muito provavelmente eu verei ou alguém vai me avisar e eu vou consertar sem que nenhum chefe saiba, veja ou perceba. Claro que se a cagada for grande, não vai ter como fugir de uma bronca. Se por um lado isso é bom tem o mesmo lado desta moeda que é: ninguém reconhece o meu trabalho. Posso me desdobrar, fazer a melhor matéria, escrever um texto sensacional, fazer um puta jornal, que não vai fazer diferença. Ninguém vai elogiar, ninguém vai perceber, ninguém vai nada. E isso, hmmm, tá me incomodando tanto ultimamente!

Agora chega de mimimi que o chefe master me chamou e eu tenho umas coisas para fazer já que, hoje, ele vai ficar aqui esperando.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Sinal dos tempos?

Ia escrever no meu blog materno e digitei, sem pensar, o endereço. Cai aqui. Sinal dos tempos?

Essa que vos escreve não é mais uma menina ou não seria mais só menina. É também mulher, mãe, esposa, filha, amiga, funcionária, jornalista, prima, vizinha, ex. Não sei se essa ainda é a menina com uma flor que escreveu um dia. Sou menos insegura que antes, mais mal-humorada talvez, mais exigente, mais profissional, menos medrosa, mais motorista (?!), mais decidida, mais incerta, mais estudante, mais empenhada, menos atenta, menos cabeluda (?!!!!).

Foram transformações exteriores e interiores que, certamente, me deixaram menos menina ou menos essa menina, que um dia escreveu aqui. Mas que ainda escreve em outro lugar sobre sua maternidade, dores e delícias. Mas também tem dado vontade de escrever sobre outras coisas. Será que ainda cabe aqui? Será que tem espaço? Entrei aqui, hoje, ao acaso. Existem coincidências ou é melhor aceitar os fatos? Sinal dos tempos ou final deles?

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Saudades

Vi uma foto de um "ex" qualquer e fiquei assim desmilinguida. E olha que faz tempo. E olha que foi uma paixão adolescente, daquelas que não deixam rastros na vida adulta. Daquelas que você pode assegurar que passou. E fiquei lá na rede social olhando as fotos dele com o coração descompassado.

Pensando mais descobri que a saudades que bateu não foi só dele. Claro, teve saudades dele, mas de um dele é o ele daqueles tempos, que hoje nem sei mais como é. Mas teve mesmo e de verdade saudades de mim e de mim daquele tempo. Não que hoje seja ruim, mas é cheio de responsabilidades, tarefas, chatices de trabalho, de vida a dois, de amizades virtuais e menos presenciais, de falta de tempo, de saco cheio de um monte de coisa errada que a gente vê e sofre todo dia e vai ficando assim mais ranziza, mais enfezada e mais chateada.

E só de ver aquelas fotos e de pensar naquele eu de muitos anos atrás (e olha que devem ser uns 15 anos)  eu me senti melhor e revigorada. Será que isso me melhora até o final do ano e me faz mais leve, menos ranzinza, enfezada e chateada do que ando ultimamente? Espero profundamente que sim.


sábado, 9 de julho de 2011

Uma pausa de mil compassos

Já pensei diversas vezes em acabar com o blog. Mas sempre adio. Agora que o Arthur nasceu e a ausência é mais dominante penso mais ainda. Mas falta coragem.
A menina cresceu e colheu diversas outras flores. Este não é mais o jardim no qual ela circula, mas tenho dúvidas se ela nunca mais vai querer andar por aqui. Nessa fase de ligação e dependência total com o Arthur não é por aqui que ela anda e nem é onde ela acha apropriado semear palavras, textos, sentimentos e sensações que só tratem do Arthur. O jardim do Arthur é outro. Por isso vou criar um blog só pra isso. E esse blog vai ficar aqui numa pausa de mil compassos até que a menina tenha coragem de abandonar definitivamente o jardim de cá ou então tenha vontade de retornar, limpar a grama e tirar as ervas-daninhas assim que a vida retomar em um outro ritmo.
Assim que criar o outro blog coloco aqui o endereço. (Vou tentar fazer isso agora, mas se o Arthur acordar, a vez é dele, então ...)

Up to Date: Cá está: Meu mundo de mãe

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ontem

Da morte ninguém sai ileso. E quem me dera isso fosse uma piada ou um trocadilho infame. Mas não é. É tudo verdade. E difícil. E duro. E triste. Mas sobrevivemos.
Por enquanto, vamos enfrentando, chorando, lutando, tentando, lembrando e chorando mais e mais e mais. Lágrimas secam, acabam ou esgotam? Por enquanto elas são abudantes, sentidas, sofridas, inevitáveis.
Chorar é a única coisa que consigo fazer apesar do consolo dos 81 anos vividos, dos 3 filhos criados, 6 netos curtidos e até um bisneto amado. Bisneto este que ela conheceu, carregou, beijou, benzeu e amou enquanto pôde.
Embora o Arthur não vá se lembrar da bisa, temos fotos para provar como era grande o amor dela por ele, que sei que não acabou, só mudou de forma e de lugar de onde é emitido. O amor fica e isso um dia vai nos consolar.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Gargalhando aos 60 dias
Sobre o Arthur e ninguém mais

Atendendo ao chamado da mamãe, Arthur nasceu às 9h26 do dia 24 de março - contrariando a todos no bolão, já que ninguém apostou nesta data. Com 45,5 cm e 2,555 Kg mostrando que era mesmo um mini-bebê. Desde o começo, um bebê calmo, tranquilo e que não se incomoda nem um pouco com a bagunça já que no dia que nasceu o quarto da maternidade parecia um salão de festas e ele permanecia plácido dormindo.
Com 76 dias, Arthur continua MUITO bonzinho e só chora para mamar. Já passou dos 4 kg e chegou aos 54 cm. Só mama no peito, raras vezes (só 4!) teve cólicas e já sorri para mamãe, papai e outras poucas pessoas. Já enxerga e acompanha objetos com o olhar e deu bastante trabalho para aprender a mamar. Foram 10 dias de luta árdua, mais uns 10 controlando os horários, mas agora ele é mais pontual que relógio suíço e só passa mais de 4 horas sem mamar de noite, enquanto dorme tranquilamente entre 5 e 6 horas direto para alegria da mamãe.
É um bebê bem humorado, sorridente pela manhã e adora banho (só chora quando sai) e trocar as fraldas (pode até estar chorando, mas para quando percebe que será limpo e trocado).
Alegria da vovó materna e dos bisavós também. As titias e o titio continuam babando nele, que vira atração onde quer que a mãe o carregue. O papai virou um paizão e é todo bobo e defensor do filhote (ai de mim se ficar irritada com horas e horas de trabalho que ele dá às vezes) e eu estou MEGA realizada e não podia ter tido um filhote mais lindo e delicioso que esse.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Esperando

Na semana retrasada o médico avisou, no começo da consulta, que não pediria um ultrassom. Depois de me examinar, resolveu pedir. Eu fiquei de sobreaviso e então dei um jeito de fazer o exame para a consulta seguinte: uma semana depois. Fizemos o exame de manhã, na própria maternidade, e de fato o resultado foi um pouco alterado: Arthur não tinha crescido nada em 1 mês e estava no limite baixo do peso. Além disso, constatou-se que a placenta estava mais madura do que devia, fat que poderia estar comprometendo o crescimento do pequeno. E então, na semana seguinte, por precaução, mais uma pequena bateria de exame a ser feita até ontem. Mais uma vez agendado na própria maternidade e por recomendação do médico, pois caso houvesse algo errado eu já seria internada na mesma hora.
Ontem, saímos de casa achando que lá ficaríamos: com bolsa pra ele, pra mim, máquina fotográfica e um tantinho de ansiedade. Mas então os exames deram super normais: apesar da placenta adiantada todo o resto ia super bem e constatou-se que o pequeno será mesmo pequeno e nada tinha haver com a placenta madura (e sim provavelmente com o tamanho dos pais). Saímos com exames na mão prontos para a consulta da tarde. Por precaução, pra semana que vem repetiremos os exames, mas sem aflição de que ficaremos na maternidade. Já sabemos que tudo está bem, apenas monitoraremos nosso pequeno.
E seguimos aguardando que ele chegue qualquer dia desses. O médico recomenda, para evitar a ansiedade, pensar que ele só nasce daqui a um mês, mas eu me divirto com a teoria dos ex-alcóolatras e encaro um dia de cada vez enquanto vou eliminando as apostas do bolão do chá-de-bebê.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tá chegando

Não tem jeito, reta final se aproximando e a ansiedade vai aumentando. Essa semana monto minha mala, que por pura preguiça ainda não arrumei. A dele já está pronta faz tempo.
O quarto também está arrumado: cama pronta, roupas lavadas e guardadas. Ainda faltam uns detalhes, mas quem sabe o marido não resolve isto esta semana?
Esta semana também volto ao trabalho depois de 15 dias de férias - e a preguiça de voltar está enorme. Só de pensar em me esforçar e carregar a barriga pesada para ir e voltar já me faz perder toda a coragem. A ideia é trabalhar apenas alguns dias, mas estou um pouco à mercê da contratação da minha substituta, que não sei a quantas andas - até ia ligar e me informar durante as férias, mas fiquei mesmo por conta do Arthur e não quis nem saber de ligar ou aparecer no trabalho. Já basta as ligações que atendi pra resolver as coisas de lá.
Deixei pra resolver na volta - e eles que torçam pro Arthur não nascer antes porque se isso acontecer nada mais será feito, pelo menos por mim.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Original

Faz um tempo que tenho desenvolvido meu lado criativo e handmade.
Começou com o chá-de-cozinha da irmã. Achei que a lembrancinha tinha que ser original e útil. Então fui à caça de ideias. Procurei em diversos sites e nada me agradou. Então, parti pro centro da cidade e resolvi criar eu mesma. Eis que tive a ideia de comprar decanters e customizá-los com adesivos. Ficaram fofos.


Agora foi a vez do Chá-de-bebê do Arthur. Tinha que ser fofo e tinha que ser diferente. Mas não podia deixar de ser útil. A ideia, então, foi aromatizador de ambiente. E ficou tão mais tão fofo que podia ter usado a ideia pra maternidade. Simplesmente amei o resultado.

Ando gostando tanto de fazer essas coisinhas que pretendo me dedicar às ideias na licença-maternidade. Agora estou desenvolvendo as lembrancinhas da maternidade. Assim que estiverem prontas eu mostro aqui.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A gente ouve cada uma

Gravidez atrai olhares em todos os lugares. E isso é fato. No prédio onde trabalho não é diferente. Muita gente que nunca falou comigo agora troca palavras amistosas, conselhos ou tece comentários a respeito da barriga e do bebê que vem por aí.

Comentários, claro, nem sempre agradáveis. Afinal por que raios uma pessoa que nunca falou com você precisa tecer comentários sobre seus pés inchados, seu rosto inchado e tudo mais? Será que elas acham que eu você não está vendo??? Aliás, não só vendo como (a pior parte) sentindo tudo isso. Se ela que nem está grávida já está inchando com esse calorzão esperava que acontecesse o quê com uma grávida de quase 8 meses?

Sério, prefiro não ouvir estes comentários. Mesmo.

Agora, pior do que isso só mesmo a família do meu marido que resolveu que, agora, tinha que me chamar de GORDINHA. Sério.

Começou com a infeliz da sogra. Eu não gostei, não respondi ao "elogio" e pensei que este era mais um motivo para eu não gostar dela mesmo - mais um motivo somado à lista - e como meu santo já não bate com o dela resolvi ignorar, embora me incomodasse bastante a nova alcunha. Ela insiste e eu faço cara de mau-humor e pronto.

Depois foi uma tia dele. Uma tia, aliás, que eu adoro. Ela achando que era fofo (?) me chamar de GORDINHA e eu odiando, querendo matar depois que ela ouvisse: GORDINHA é o cacete, eu estou GRÁVIDA! Fiquei P, mas relevei já que quase nunca encontro com ela.

Só que domingo passado foi a gota. Os cunhados resolveram me chamar de GORDINHA também. Sério, minha vontade era de perguntar se por acaso, algum deles, chamara a mulher de GORDINHA quando elas ficaram GRÁVIDAS.

Depois dos irmão deles, definitivamente descobri que isso é de família e ainda não sei como vou resolver isso. Afinal, é tão difícil eles entenderem que eu estou carregando uma criança no ventre e não simplesmente engordando????

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Vou, mas não sei se volto

Minha licença-maternidade eu decidi pedir em março - tão logo comece o 9º mês -, mas antes disso eu vou tirar 15 dias de férias já vencidas (e vou aproveitar para finalmente colocar as coisas do Arthur em dia e fazer o chá-de-bebê). Só que as apostas sobre a minha (não) volta ao trabalho não param. O 9º mês só começa dia 12 de março e penso em pedir a licença a partir da segunda, dia 14. Volto das férias dia 01 de março, mas há quem ache que ele vai nascer antes e, por isso, não conseguirei nem voltar a trabalhar.

Voltar a trabalhar, aliás, vai ser muito difícil já que o Arthur está cada dia mais pesado e pegar ônibus, metrô e caminhar tem ficado cada vez mais penoso. Isso sem contar os pés inchados e o cansaço das noites mal dormidas. Apesar disso, a volta é necessária para treinar alguém para ficar no meu lugar, deixar tudo em ordem e, só depois, sair.

Com tantas apostas, sair de férias agora está me deixando com uma sensação de estar em uma montanha russa de tanto frio na barriga que estou sentindo. Dá um pouco de medo de ter que abandonar o barco, não treinar ninguém e nem finalizar tarefas. A cabeça ainda está intermitente nos dois modos: trabalho e férias.

Então vou, mas não sei se volto (pra cá sim, durante e depois das férias assim espero).