quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Os livros, a Copa, as resenhas e a opinião

Enquanto acompanho a Copa de Literatura fico pensando em qual será o papel da resenha. Lembro-me de um professor, na faculdade, dizer que a resenha tinha que despertar a sua vontade de ler aquele determinado livro ou assistir ao filme resenhado. Mas não foi o que aconteceu ontem. Durante a quarta partida da Copa (As sementes de Flowerville, de Sérgio Rodrigues X Corpo estranho, de Adriana Lunardi) eu fiquei com vontade de rasgar os dois livros; de sequer chegar perto de nenhum deles apesar da linda capa do livro de Sérgio e da história do livro de Adriana parecer muito boa.
Eu não li nenhum dos livros que disputam, mas fiquei, por exemplo, morrendo de vontade de ler Música Perdida de Luiz Antonio de Assis Brasil e resenhado por Olivia Maia. Por que sou gorda, mamãe? de Cíntia Moscovich e resenhado por Renata Miloni também me despertou interesse. E o mais engraçado é que em si - os dois livros que me interessaram através dos argumentos - talvez não me interessariam de outra forma. Um porque trata do amor em paralelo com a música e apesar de eu gostar muito de música não conheço e nunca estudei música ou qualquer instrumento, o que me afasta um tanto considerável do tema. Já o outro tem um título meio auto-ajuda e por tratar do tema 'peso' jamais me faria olhá-lo mais que uma vez em qualquer prateleira de livraria.
E aí, eu fiquei aqui pensando. Será essa a função da resenha? Despertar nosso interesse mesmo sendo sempre escrita por uma ótica tão pessoal de quem a faz? Porque eu amo o jornalismo, acredito no seu poder, mas jamais em sua imparcialidade. E então fica tão subjetivo ler uma resenha que vale a pena pensar uma segunda vez e até pedir outras opiniões ou, quem sabe, nunca mais lê-las.

3 comentários:

Ivo disse...

Nossa, gostei do Blog, senti algo diferente ao ler, não sei.

Menina com uma flor disse...

Oi Ivo, que bom. Seja bem vindo e continue sempre por aqui. Como me achou?
Beijos

Renata Miloni disse...

Bom, eu não sou jornalista ou resenhista, mas, quando leio uma resenha, o faço com a intenção de ler alguém falando sobre livros. Independente de a opinião ser favorável ou não, acho que resenha (quando bem feita e intencionada) prova o quanto somos capaz de nos entregar ao que gostamos. Um resenhista é um amante da literatura e a opinião de uma pessoa assim sempre deve ser lida, mas não significa que deva ser a única e que coincidirá com a de outras pessoas.

Falei e não disse nada. hehe

Mas que bom que ficou interessada no Por que sou gorda, mamãe?. É um belo livro que vai bem além de seu título. :-)

Abraços!