terça-feira, 10 de julho de 2007

Das histórias de livro

Eles entram na farmácia e todo mundo fica olhando. O farmacêutico que estava de bate-papo na porta entra para atendê-los e antes disso os cumprimenta. A pedido dele, a garota pega os doces à venda na farmácia e abre e os dois começam a comer enquanto o farmacêutico foi pegar o remédio que ele pedira. Eles dividiram um doce de leite. E ele brincou dizendo que estava todo mundo olhando porque ela pegava, abria os doces e comia - ali mesmo. E ainda disse pro farmacêutico simpático: olha ela está roubando. E o farmacêutico defendeu a menina dizendo que não. Ele perguntou que doce mais ela queria, mas ela rejeitou. Ele insistiu e ela escolheu o óbvio - um chocolate. Ele ficou com a cocada.
Outra pessoa olhou e sabe-se porquê. E questionou. Ele disfarçou, abaixou a cabeça - devia mesmo querer cavar um buraco e sumir enquanto a garota hesitava e, rendendo-se, confirmava. Sim. É quem você está pensando. As pessoas seguem, mas eles ainda ficam ali. Ela é a cúmplice dele naquela tarde. Como se tivessem cometido um erro crasso, um homícidio qualificado, planejado um roubo a banco, são vistos e analisados. Alguns até omitiam palavras, falavam com eles. Era como se no fundo estivessem os acusando, apontando o dedo e dizendo: São eles! São eles!
É, eram eles.

2 comentários:

ju disse...

ahhaha eles quem??? ahhaha

Didi disse...

Os personagens da história.
Beijos