quinta-feira, 14 de junho de 2007

Na cobertura ou Ossos do ofício

Quem me dera ser bolo e cobrindo (ou seria melhor, como cobertura) ficar por cima. Mas em eventos, jornalistas não têm disso não.
Tem hora para chegar e não para sair; camela o dia todo, de um lado para outro.
Pauta, entrevista, texto, anda, entrevista, orienta fotógrafo, volta, escreve, apaga, re-escreve, revisa, conversa, anda, pára.
É quase isso, mas é pior. É tudo isso, mas é ótimo!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

O acaso, de novo

Na semana passada uma antiga amiga me chamou no MSN.
ela: Ei, pensei em você ontem
eu: Em mim? Porquê?
ela: Lembra de um texto que você me mostrou uma vez que começava com "tua boca".
eu: Lembro. Acho que foi o anão que me mandou.
ela: Você lembra de quem era?
eu: Não, acho que não tinha autoria. Mas devo ter ele aqui ainda guardado.
ela: Jura?
eu: Calma que vou procurar.

Bom, eu tinha mesmo o texto guardado junto com os outros milhares de e-mails dele. Enviei para ela e de quebra fiquei lendo os e-mails que a gente trocava quando se falava. Bateu saudades. Não daquele tempo - em que eu era chata e insegura - nem dele propriamente dito, mas de ter a amizade dele.
Enquanto relia os e-mails atualizava minha amiga dos últimos contatos com ele, que não nos falávamos mais - e que como ele está casado até me ignorava na presença da mulher, já sem ela só me cumprimenta quando não tem jeito. Criancice, I Know, mas o que eu posso fazer? Eu também ignoro, afinal já passou o tempo que eu corria atrás dele.
No dia seguinte entrei no MSN e decidi que, se ele estivesse online como todos os dias, falaria com ele. Claro que ele não estava. Murphy costuma ser meu amigo quando eu quero alguma coisa.
Mas estava eu - bonita - trabalhando ontem quando meu superior me sugere dar uma volta na feira, ver o que tem de novidade e conhecer o mercado, que segundo ele tem empresas de movimentação - empresa no mesmo segmento que o anão em questão trabalha. Bateu um clique do tipo: será que ele está aqui? Só que o clique logo desclicou e eu nem pensei mais que 10 segundos nisso.
Estava andando o primeiro corredor, virei para voltar pelo seguinte quando avisto o anão. Na mesma hora ele também me viu, afinal a feira estava bem vazia no primeiro dia. Bateu ainda a dúvida do vou ou não vou, mas a carinha que ele fez indicou um sinal verde para a aproximação. Em pleno dia dos namorados, encontrar aquele serzinho que já mexeu muito comigo e hoje não mais, mas que mesmo assim é MUITO querido. Ainda mais depois de ter relido vários e-mails dele uns dias antes. É demais, né? Parece que só comigo.
Então, a gente conversou numa boa; ele me convidou para almoçar e emendou o famoso se cuida quando eu fui embora. Enfim, acaso?
E Marcelo Rubens Paiva - também coincidentemente - escreveu no sábado: "Porque o acaso nem sempre é por acaso."

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Diarinho

Essa semana meu nome é trabalho. E estou tão feliz com isso.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Quinta-feira estava indo muito bem, mas no final do meu dia tiveram o prazer de estragá-lo. Acabou-se o dia e acabou-se a noite e eu fiquei com cara amarrada o resto da noite, que ainda por cima demorou pra acabar. O primeiro pensamento foi: só podia ser quinta-feira. Mas o feriado prolongado ainda me deu mais irritações. A sexta-feira foi campeã, mas até que o dia parece que vai terminar melhor. Às vezes nem respirando fundo. Ai Deus.
Só sei que trabalhar em casa tem disso. Como não saio, não vejo gente, não sei qual é a temperatura da rua acabo me estressando muito mais. A semana quase inteira passei me irritando com coisas pequenas. Preciso urgentemente arranjar uma rotina, que inclua saídas, para que eu não fique assim tão chata.
E que venha o final de semana porque quem sabe eu faça coisinhas legais pra me divertir.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Reveillon fora de época

Tem carnaval fora de época e descobri que também existe reveillon. Sabe o momento da virada? Só está faltando brindar com champagne. Eu não vesti branco e nem fiz a contagem regressiva, mesmo porque esta virada chegou sem querer.
Já fazia um tempo que estava percebendo minha estagnação, mas sabe aquela preguiça que dá de mudar? Pois é, e tava tudo tão cômodo que continuar era, no mínimo, bom. E eu continuava, não me mexia, não mudava e continuava. Mas aos poucos, as coisas resolveram mudar. Acho que o mundo resolveu me mostrar que tudo podia ser diferente - e melhor, pra completar.
Então, sem emprego bateu o medo. E eu lembrei que tem uma coisa na vida que eu faço muito bem: correr atrás. Então, fiz alguns planos. Mas o melhor veio de onde não se esperava e, claro, desfez vários dos planos.
Trabalhos que surgem. Ainda não é um emprego, mas há sempre chances. Porque se trabalhar é uma das coisas que eu mais gosto de fazer - e eu já estava com saudades de uns atropelos jornalísticos, uma não rotina e uns prazos ferrados - chegou a hora de aproveitar.
Tinha esquecido como é bom essa adrenalina toda. Uia!

quarta-feira, 6 de junho de 2007

?

Você acredita em coincidências?
Porque eu não sei mais até que ponto as coisas são por acaso ou obra do destino.

1) Sem imaginar, enquanto trabalha, encontra uma pessoa que nunca tinha visto antes, apesar de "conhecer" e ter trocado e-mails com ela alguns anos antes. Vai lá, dá a cara a tapa e se apresenta. Afinal, só você conhecia a pessoa em questão. Acaso ou destino?

2) Internet lenta. Muitos e-mails daquela sua turma de amigos, que tentou em vão marcar um encontro essa semana. Enquanto a página abre por completo, você com pressa começa a tentar abrir o e-mail, mas a barra de rolagem desce. Sem querer você abre outro e-mail que já estava lá há semanas e tinha uma foto. Olha a foto, pensa na pessoa e fecha o e-mail. Em questões de segundo o celular toca e te mostra uma mensagem de texto desta mesmíssima pessoa. Coincidência ou algo mais?
Assunto: senti muito

Querida Adriana,
senti muito a sua saída. Algumas vezes acontecem coisas que vão além de nossa possibilidade de solução. Mas, na maioria das vezes, elas também representam um salto para outros desafios.
Eu espero que você encontre esta possibilidade de salto para melhor.
um grande beijo, venha sempre por aqui e muito obrigado por seu trabalho, que foi muito bom.

Eis que recebi hoje este e-mail de uma das pesquisadoras do IOS. E, às vezes, a gente atinge as pessoas sem saber. Eu nunca fui muito comunicativa, mas sempre tentei ajudar lá dentro. Minha área era sempre restrita, mas eu sempre tentei fazer uma maior integração entre a pesquisa e a comunicação. O e-mail me emocionou, claro, porque as demonstrações de afeto nos últimos tempos foram inesperadas por minha parte. Enfim, é muito bom sentir-se querida mesmo que na hora da partida. E vamos tocando.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Das coisas que eu queria: um escritório em casa

Desde que soube que trabalharia em casa comecei a sonhar com um escritório. Seria tudo de bom um lugar isolado das confusões do dia a dia. Então, fico brincando de imaginar como seria este lugar.
A mesa com o computador ficaria encostada na parede e teria uma iluminação vinda de cima. Na parede: fotos e recados no mural de metal que cobriria toda a extensão da parede e da mesa. A mesa além de espaçosa deveria ter 2 gavetas comuns e uma de arquivo. O espaço citado seria para o inevitável acúmulo de papéis, livros e também para escrever. Em uma das gavetas guardaria papéis do dia a dia e na outra blocos, canetas e materiais de escritório, que ficariam sempre a mão.
Na parede oposta uma estante com livros, que ocupasse toda a parede. Lá também ficariam as revistas. Em um dos cantos, uma poltrona confortável para leitura. Para auxiliar na leitura, de um lado uma luminária de chão e do outro uma mesinha, onde estaria o telefone sem fio.
Eu já tenho tudo desenhado na minha cabeça. Agora só faltam detalhes como espaço e dinheiro para realizar este sonhozinho.

sábado, 2 de junho de 2007

Fragmentos

"É exatamente este fenômeno que nos faz sermos apaixonados pela leitura - a possibilidade de um encontro com um autor que é nosso porta-voz, fala por nossos anseios e perplexidades, consegue verbalizar o que sentimos lá no fundo e não havíamos trazido à consciência de modo tão perfeito. Alguém que lança luz sobre um canto recôndito de nossa mente, que nunca mais será o mesmo após esse encontro."

"(...) a ficção nos permite viver uma multiplicidade de vidas e de experiências diversas, entender as emoções e razões alheias, e assim ilumina nossa própria realidade."

"(...) os caminhos mais importantes para preservar a memória, impedir o esquecimento e chegar à verdade estão nas mãos dos poetas, dos historiadores e dos jornalistas."

"(...) um livro é bom, porque ele lhe dá uma espécie de arrepio na alma, ou um súbito aperto no coração."

"Sou da tribo dos livros. Acredito neles, me alimento deles, tenho paixão por eles."

"Os livros podem ser, então, o hospital da alma, a escola da alma. Mas vão muito além disso. Podem ser a casa do espírito, o lugar onde a mente se sente confortavelmente aconchegada em seu ninho, cercada por amigos e irmãos. E podem também ser a festa da alma, o seu passeio no bosque."

Frases retiradas do livro Balaio: livros e leituras, de Ana Maria Machado.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Amanhã

Já sei que passa da meia noite então hoje já é quinta, mas como eu ainda não dormi considero como quarta. Hoje eu não fui trabalhar, acabei atrapalhada e preferi ir ao curso do que trabalhar. Para compensar amanhã trabalho integralmente, mas amanhã é meu último dia no Observatório. Lá foi o lugar que trabalhei por mais tempo, que tive mais flexibilidade, que aprendi mais coisas para a vida inteira do que exatamente para a profissão, que aprendi política e até comecei a me interessar por ela.
Não fiz exatamente amigos, mas não pensei que fosse necessariamente sentir falta. Só que já está me dando uma nostalgiazinha de pensar que sexta eu não vou mais para lá, encontrar as mesmas pessoas, me divertir um pouco durante as tardes ou simplesmente trabalhar e ignorar as pessoas que estão à minha volta.
A partir de então não serei mais consultada sobre como se escreve algumas palavras ou para discorrer sobre gramática ou simplesmente ler um e-mail para ver se está bom. A culpa não vai mais ser minha como o Vicente adora dizer, o Felipe não vai dizer que está estranhando que faz tempo que não chamo por ele para dar suporte no meu computador, a Jeanine não vai mais comentar sobre os pedidos que eu remeto a ela e que chegam a mim pelo site, a Ana não vai mais ser minha parceira nas produções gráficas e nem vamos filosofar sobre que gramatura é melhor. Ninguém vai poder mais saber o que estou lendo e nem nada assim.
Enfim, eu adorava trabalhar lá, mas ainda não tinha me dado conta.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Ultimato virtual ou A conversa eme-esse-ênica

Já faz algum tempo que um ex-casinho resolveu abrir o baú e remexer nos meus sentimentos*. Mas eu - a princípio - estava impávida colossa nas conversas do MSN e lendo incrédula as coisas que ele me dizia. Ele afirmava categoricamente que tínhamos marcados um revival para 2010. Eu, que tenho memória de elefante, não lembrava disso. E até tenho certeza que isso jamais aconteceu. Mas os dias passaram e ele deu uma tréguazinha. Passou. Até que ele voltou hoje, cheio de dengos. E eu, que estava impávida, comecei a me divertir horrores com o jeito dele. Antes não me provocava nada, mas hoje o acesso de riso só foi contido por estar em ambiente de trabalho - juro!
Só que não agüentei. Eu fico provocando ele só pra ver no que vai dar - porque conheço a história e o script (e eles não vão dar em nada, como antes). E dei um ultimato:

EX-casinho diz: depois naum vai dizer que voce esqueceu.. q combinou só porque estava frio e voce estava carente..
Didi, a impávida colossa diz: tá, vou gravar esta conversa. olha, mas de 2010 eu tenho certeza que a gente não combinou nada. que foi uma tática sua, só porque estava com saudades de mim e estava com déficit de atenção (hahahaha).
EX-casinho diz: olha soh.. voce deveria ser psicologa, mas eh claro q vc imaginava que eu sempre soube q va sabia q era apenas uma tática.. o que eu naum sei eh se vc sabia q eu pensava q tudo ficaria mto mais interessante se os pensamentos naum se tornassem palavras..

*Tem uma coisa que os homens não sabem. Sentimentos mortos quase nunca são facilmente ressucitados.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Promessas de ano novo

Um amigo trocou de carro, cumprindo uma promessa de ano novo que ele mesmo já tinha desistido porque ia dar muito trabalho. Então, ele está cumprindo o que se prometeu e eu pensei no que eu estou cumprindo. Fui atrás de uma pequena lista que tinha postado aqui no blog e entre as promessas estavam:

- ir a Sala São Paulo assistir uma espetáculo da Osesp (cumprirei em brevíssimo)
- fazer mais passeios por São Paulo (aos poucos, um pouco. Saídas Fotogtáficas irão ajudar)
- ler mais (sim, sim, sim)
- ir mais ao cinema (sim, mas quero mais)
- fazer muitos cursos (ainda estou no singular, mas pretendo deixar a situação no plural até o final do ano)
- viajar mais (sim, mas podia ser mais ainda. Veremos como vai ser o balanço final)
- investir (essa é a única coisa que não consegui fazer por falta da verba para investir, quem sabe até o final do ano isso não muda?)
Chico Buarque já cantaria que a coisa aqui tá preta. Mas isso, por aqui, todo mundo sabia e notava.
Primeiro foi o atraso de salários (poucos dias, mas de se estranhar para onde se pagava sempre adiantado), depois foram os planos de saúde que mesmo sendo descontado uma parcela no salário não estavam sendo pagos e por isso não era possível o uso, o não pagamento dos telefones e na filial do RJ a linha ficou cortada um bom tempo. Então, veio o atraso das publicações, o fechamento da antiga sede em outro estado e, conseqüentemente, todo mundo de lá na rua, cortaram a assinatura dos jornais. Aí, percebendo a coisa e não me contratando logo de cara e com a enrolação de dois meses para definirem - mal e porcamente - minha situação entendi que estava na reta. E no início do mês que meu contrato findaria a notícia: ele não será renovado. Ok, já imaginava.
Mas hoje em mais um capítulo dessa avalanche o presidente renuncia seu cargo e todos não sabem exatamente o que vai acontecer. Os boatos, claro, não cessam e a sede está mais vazia que o normal. Já ouvi uma frase boa: "Eles sempre fazem isso em uma sexta-feira e depois vai todo mundo pra casa e fica o final de semana inteiro chocando ovo e pensando o que será que vai acontecer."
Ao que parece, o poder passa de mãos aos poucos e deve voltar às antigas, sem presidente fixo, apenas com as pessoas do conselho por aqui alguns dias.
Apesar dos pesares é bom pensar que estou fora do barco agora que furou e o naufrágio parece inevitável. É quase um consolo, pra dizer a verdade.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Eu só penso em você

Não adianta. Chegou o frio e a única coisa que eu quero neste mundo é chocolate. Tenho que comer todos os dias, senão lá vem o mau-humor. No calor eu até consigo controlar minha compulsão, mas no frio não tem jeito. E eu me rendo. Aproveito meus últimos dias por aqui para comprar o melhor dos alfajores caseiros.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Declaração de amor

Não sei se a intenção de Xico Sá era escrever um texto de amor ou o quê. Só sei que pra mim soou como a declaração de amor mais bonita que li nos últimos tempos.

Olhos não se compram. (Xico Sá.)

Do cinema lindo & phoda de existir e de como uma mulher pode encantar nos detalhes de nós dois. Quando ela pede pra gente virar os olhos ou fechá-los bem fechados. Só enquanto troca a calcinha, vupt, o barulhinho do elástico, mesmo com toda intimidade desse mundo, às vezes intimidade de anos, vale, vale. Só enquanto troca o sutiã, biquíni, parte de cima, ajeita a parte de baixo, areia do doce balanço da beira dos mares, só enquanto tira uma toalha do banho, primeira viagem, só enquanto está lindamente menstruada e quer guardar-se, embora saiba que atravessamos com amor e gosto todo o seu mar vermelho e ainda mais mares aparecessem a cada mês. “Feche os olhos”, diz. “Vira o rosto”, safadeza-se, diva sob seguras telhas. Só para manter o suspense do cinesmascope debaixo do mesmo teto. “Pronto, pode olhar”. Ai ela ressurge mais linda ainda, cabelinhos molhados, com aqueles cremes todos da Lancôme ou com simples sabonetes Dove ou aqueles de nove em cada dez estrelas de Hollywood, Lux, deluxe, eu morro nesses lapsos de tempo, elipses do desejo, frações de segundo que são eternas de olhos fechados para quem meus olhos na terra, que há de comê-los inté os aros dos óculos e as safenas, mais abriram e justificaram seu brilho castanho mesmo em dias de torpor e existência de pára-brisas lusco-fusco.

Xico Sá é cronista do Blônicas

terça-feira, 22 de maio de 2007

Paraíso Tropical

As coisas que eu gosto na novela mais clichê de todos os tempos:
- as músicas (tirando Carvão da Ana Carolina)
- saber o quê os atores vão dizer, afinal é um clichê atrás do outro
- ver Marcelo Antony lindo, lindo, lindo de viver
- ver Fábio Assunção, apesar de não estar assim tão lindo como o Antony
- ouvir Chico Buarque cantando Olha (só eu sei o que me provoca isso!)

As coisas que eu não gosto:
- assistir Alessandra Negrini, que é uó
- assistir Paulo Vilhena, que trabalha mal pra dedéu
- ver aquela mãe que se mete em tudo (minha vontade é de meter a mão na cara dela)
- não tem um que salva, todo mundo é trambiqueiro, falsário, trapaceiro ou bobo demais (não dava para ter um personagenzinho com um pouco mais de conteúdo, não?)
Frio, chuva e dia cinza: ninguém merece.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Frustrada, eu?

No bar, uma amiga desabafa dizendo que o namorado a chamou de frustrada. Foi só então que ela parou pra pensar se era mesmo ou não. Ao invés do papo seguir adiante foi a vez de cada um parar e pensar sobre si. A outra ficou encanada pensando, nem interagia mais tamanha avalanche aquilo lhe causou. Na mesma hora me lembrei que este ano eu já tinha decidido que ia me fazer feliz, independente dos outros. Fazer um curso interessante e fazer mais coisas que me agradassem. À medida do possível é isso sim o que eu tenho feito, mas ainda falta um bocado. Não o suficiente para me achar uma frustrada, mas que eu queria que algumas coisas estivessem e fossem diferentes, isso sim.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Hoje estava saindo de casa quando minha irmã me chamou.
- Adriana, vem aqui.
Eu, que já tinha chamado o elevador, respondi:
- Que é?
E ela insistiu:
- Vem aqui.
Fui e então ela me disse:
- Eu tenho uma coisa para te dar.
E me animei e perguntei estusiasmada:
- O quê?
E então ela disse:
- Dois quilos. Toma!

sábado, 12 de maio de 2007

Não sei qual dos santos que atendeu meu pedido, mas fiquei feliz da vida - apesar do frio - usando meu casaco novo. E a semana que foi atribulada e uma delícia acabou ontem às duas da manhã com um monte de amigos dando risada e tomando cerveja na mesa do bar. Os Happy Hours - chamados de HH - dos ex-lumierenses são sempre ótimos e ontem não foi menos que isso. Com direito a muitas fotos e a ser a atenção do bar (talvez pelo número de pessoas, pela quantidade de risadas, pelos flashes da câmera, por termos 5 meninas e apenas 2 homens, pela mudança constante de posição na mesa, etc).
E pensar que eu estava na maior dúvida entre ir ou não encontrá-los. Da próxima vez vou me lembrar de ontem e ir feliz da vida.