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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Catártico



Não tinha derramado uma lágrima sequer. E quando eu decidi não ir mais, eu não fui. Eu parei e pronto. Não sem lamento. Não sei ainda querer (e talvez até esperar), mas sem tentar.

Eu errei por gostar um pouco demais
E amei, se é que amei
Nem sei


Mas aí começou a tocar essa música e eu não consegui segurar. E chorei. A música toda. Compulsivamente em um sábado à noite e enquanto as mensagens de whatsapp não paravam de chegar e faziam doer ainda mais.
Eu errei, me passei, tenho que me encontrar
Pouco vale o tempo se não com você
Eu errei, já nem sei que foi querendo acertar
Pouco vale o tempo, se não com você

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Sobre a separação

Desde o mês passado estou remoendo o "aniversário" da minha separação. Cheguei a ficar bem mal no começo do mês ao relembrar o que tinha acontecido na mesma época, no ano passado. Mas aí, passou. Do mesmo jeito que a revolta, a ira, a angústia de relembrar tudo aquilo veio; ela se foi.

E esta semana fez um ano. Dia 20 de outubro de 2014 foi quando eu pedi o divórcio. Quando eu disse chega! e verbalizei que eu não queria mais. 

Se, a princípio, eu queria escrever sobre tudo aquilo que aconteceu para exorcizar; agora que passou eu não quero mais falar disto. É que eu to tão bem, eu me sinto tão bem que não parece que faz apenas um ano. A liberdade e a alegria que eu tenho, sinto e vivo hoje é tão plena, tão certa que parece que faz mais tempo.

Arrependimentos eu sinto apenas de ter demorado tanto para terminar um relacionamento que já vinha há muito tempo com problemas.

Então, para comemorar minha boda de papel de separada eu queria celebrar meu crescimento pessoal. Minha capacidade de dar conta de casa, trabalho e filho; minha alegria que não mudou e só fez crescer; o quanto eu me sinto plena sem ter alguém e me sinto capaz, satisfeita e feliz; o quanto eu sinto que eu cresci e amadureci neste tempo todo.

Nem sempre é fácil, é verdade. Mas pensando sobre as dificuldades existentes, as barras que enfrento e tantas outras coisas em um destes dias que eu estava mal, eu cheguei a uma simples conclusão: tudo estaria exatamente igual se eu estivesse casada. Aliás, somariam-se ainda os problemas conjugais e todas as coisas que estavam ruins naquele relacionamento e no casamento. Uma conclusão bem realista dos problemas que existem, e existiriam em outras condições. E quer saber? A felicidade, a liberdade e a ausência dos problemas conjugais antes existentes já me ajudam um bocado para enfrentar os outros problemas, que existiriam independentemente. 

Então, quer saber? Eu ganhei tanto neste 1 ano que passou que devia mesmo era sair por aí, comemorando minha boda de papel de separada. Minha boda de papel de casamento comigo mesma, com a minha felicidade e com as coisas que eu desejo pra mim com tanta força. Que venham muitos mais anos desta alegria e de bem viver com a pessoa que eu sou!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

E mais uma vez é começo de ano e a faxineira resolve dar pitis. Reclama do trabalho, de ter que passar a roupa, disso e daquilo. O ano passado ela ganhou o aumento que ela queria, mas esse ano eu me recuso a pagar mais. Comparo comigo e penso: eu trabalho infinitamente mais e com diversas coisas ao mesmo tempo, não reclamo do trabalho, não quebro nada e não me dou ao luxo de ficar fazendo exigências mesmo podendo, por que ela acha que pode? Nem a pau!
Só que a barriga de 7 meses pesa e já mal me deixa trabalhar o normal ainda vai me sobrar a faxina de casa, a roupa pra passar, a comida pra fazer. Que bom, né?
Marido que não gosta de fazer as vontades alheia junto comigo que também não concordo pelos motivos já listados ainda pioram a situação, que só vai se agravar daqui pra frente.
Hoje o marido se indigna e parte pra limpar a casa, mas daqui a uma semana as tarefas só vão sobrar pra mim, quer apostar?
Semana passada ela já não apareceu e o marido teve a cara de pau de dizer que nós demos conta da casa - peraí que fui eu que passei DOIS dias limpando o que deu e isso que nem olhei pra roupa para passar - e vai ser assim até sabe-se lá quando.

Ufa! Precisava desabafar. Hoje o dia está difícil. Amanhã passa.
Assim espero.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Tela em branco ou um blog sem atualização

Às vezes, eu venho até aqui e não consigo escrever por problemas técnicos. Não sei qual a incompatibilidade que tem tido entre minha máquina do trabalho e o blogger, só sei que não abre e eu não consigo escrever. Na maioria das vezes, é falta de assunto mesmo. Acabo dizendo tudo ou boa parte ou alguma coisa lá no twitter e então acaba o assunto, a ideia, a inspiração.
Além do que a preguiça tomou conta faz um tempo - infelizmente. Como as tarefas do trabalho são muitos eu acabo não tendo mais vontade nenhuma de escrever além do necessário. Então nem faço esforço pra escrever mais aqui. Andei pensando em mudar a casa e alterar a foto e a cor do blog, pra ver se ajuda, mas faltou coragem. Também pensei em mudar de blog, já que esse eu tenho há tanto tempo e talvez isso ajudasse, mas para abandonar este blog faltou ainda mais coragem.
Então vou seguindo sem atualização e aproveitando os raros momentos de inspiração sem problemas técnicos para aparecer. Sinto falta daqui, por isso, no fundo, espero que as férias e a viagem ajudem a trazer de volta a inspiração e a vontade de escrever.
Na verdade, eu ainda não desisti.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Vestindo o luto

Esta semana a avó de uma amiga faleceu. Foi como reviver o que aconteceu em janeiro de 2009. Ir ao velório e ao enterro foi como lembrar cada péssima sensação daquele dia e com pitadas particulares bem semelhantes.
Minha avó faleceu em BH e foi enterrada em São Gotardo (MG), então tínhamos que chegar lá a tempo do enterro. Esta semana, o irmão da amiga estava em Barreira (BA) e tinha que ir de carro até Brasília (DF), que está distante aproximadamente 600 km pelo que disseram e só então pegar um voo pra São Paulo (SP).
O pânico de não chegar a tempo estava presente tanto pra ele, que estava desesperado e como eu já estive, quanto para a família que esperava. Nos dois casos o velório se estendeu pra que desse certo e tudo fosse feito a tempo das despedidas finais.
E foi uma semana dura por reviver todo aquele sentimento como por sofrer junto. Eu chamava avó dela de vó; me sinto e sou considerada parte da família. Reviver tudo aquilo não foi fácil, mas vai passar. O importante foi estar presente embora muita gente sequer entenda esse sentimento que nos une como amigas, mesmo estando ausente nos últimos anos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O email que eu não mandei

Dizem que 7 anos é tempo suficiente para gerar uma crise em um relacionamento amoroso. Por causa disso resolvi me casar antes de completar tal data embora o casamento tenha acontecido 3 meses depois dos 7 anos completos.
Eu não acreditava que poderia haver crise em um relacionamento que não fosse amoroso, assim sendo eu continuava acreditando no nosso pra sempre. Renato Russo canta e eu sei que ‘pra sempre’ sempre acaba, mas eu não acreditava. Aliás, cheguei a apostar que como minha madrinha de casamento você se aproximaria.
Eu, confesso, já cheguei a culpar seu namorado por esta sua distância toda. Afinal, pra mim, era incabível que você sumisse completamente sem um motivo. Ou existe algum motivo que eu desconheça? Não duvido que aquela história tenha sido um grande propulsor, mas mesmo assim ainda acho que é culpa demais pra tão pouco.

O email, se fosse necessário, seria continuado e enviado hoje. Mas, ainda bem, não precisou.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Lenda

Começou a namorar e sumiu. Normal. Quem nunca fez isso? Sonho do trio, que virava sexteto. Então os planos de programa de casais podia ser real. Seria. Nunca foi.
Até se tentou. 1,2, 3 vezes. Mas sempre dava errado. Ela mesmo desistia. Das viagens, dos jantares, dos programas. Sempre tinha uma desculpa. A turma dela, agora, era a dele. Normal, quem nunca fez isso?
Só que agravou-se. Nenhum convite, nenhum programa. Nada era aceito. Nem viagens. Nem barzinho. Nem filme. Nem jantar. Então eu desisti. Mas ainda insistia. E desisti de novo. E mais outras tantas vezes até que foi definitivo.
Foi quando ela chamou no MSN e combinou uma viagem. Já tinha dado alguns canos este ano. E eu já tinha desencanado. Apostei. Me certifiquei. Cobrei e ela achou ruim dizendo que não ia dar o cano. Dito e feito. Mandou um e-mail desmarcando. Mais uma desculpa como as outras. Dessa vez não colou e eu me enfureci. Ela, culpada, sumiu. Até me ligar essa semana. Prometeu que viria hoje. Eu já não ligo, não aposto, não acredito. Fui sincera da última vez que ela ligou a uma semana atrás: olha, cansei. Só acredito vendo.
Só que além de cansar e de ter virado piada aqui quando digo que ela diz que vai aparecer eu me entristeço. A opinião unânime é de que vai acabar. E isso é triste. Eu queria ela do meu lado no altar, mas quase não faz mais sentido. Eu queria ela como madrinha de um dos meus filhos, mas nem sei até quando vai durar a amizade, a afinidade, a ligação. É triste. Esse ano a gente não comemorou nosso aniversário de amizade como sempre. No aniversário dela eu era a única amiga presente, o restante era da turma do namorado.
Eu sou da opinião que isso é coisa do namorado. Namorado, inclusive, que ela só conheceu por minha causa. Mas é assim. Infelizmente. Ela virou lenda, boi dormindo, história errada de carochinha.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Sobre os sonhos e a realidade que atormenta
Não que eu esteja na melhor das condições para escrever, mas cansei de fingir. Desde o maldito dia 10 que te vi não paro de sonhar com você. E se fosse só sonhos tudo bem, mas não. Os sonhos são todos em 3D e me atormentam demais. Mil vezes eu me pergunto quase que retoricamente: Papai do Céu, por quê? E como não obtenho resposta me contento com a resposta que eu mesma inventei: Você me coloca em um dia incomum, em um caminho fora da minha rota normal em um dia em que eu não devia estar lá, no mesmo ônibus que o ser e só me faz notar quando ele desce do ônibus.??? Realmente não era para ser. E eu me consolo. Teoricamente. E sonho quase toda santa noite com ele. Não há sossego que chegue. Eu ainda não consegui sossegar. Menos ainda entender todo o significado disso tudo.
De costa, de longe, com uma roupa não repetida eu te reconheci. Eu olhei e disse: é ele! FODEU! Eu ainda sim prestei atenção e ele não atravessou a rua. Isso significa que eu passaria no ônibus por ele, no mesmo trajeto e poderia, enfim, verificar. E sim, era ele. Sem acreditar e sem saber eu levantei. Disse frases desconexas e fiquei de dentro do coletivo te olhando. E você, perdido, procurava um caminho. Minha vontade era gritar seu nome, te guiar, te seguir, saber onde ia, sinalizar que te via e fazer você me ver. Mas eu não fiz nada.
Eu vi, eu senti, mas travei. Não fui capaz de gritar, de descer, de seguir, de saber. Não era pra ser, senão tinha te visto, teria rolado ali mesmo - na frente dos passageiros e no meio do ônibus -, mas mais uma vez não foi.
Deve ter sido o acaso, embora eu não acredite nele.

terça-feira, 8 de abril de 2008

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Tudo ao mesmo tempo agora não. Pilhas de coisa pra fazer: do trabalho e de um curso. Mal dá tempo de ir ao banheiro e se ouve: o celular tocar e o MSN apitar. A menina do trabalho liga agendando uma reunião no horário do dentista. A mãe chama no MSN convocando você e o namorado para resolver coisas com o pai, sendo que você terá uma semana atribulada do começo ao fim. Você nem sabe o que resolve primeiro: as coisas do trabalho, que te pagam; ou as coisas do curso, que você paga. Que difícil! É nesse momento que eu queria ser todas.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Uma estranha no ninho

Por Adriana Franco

Diferente entre os demais. Foi como me senti quando adentrei a sala de reunião. Os olhos se voltaram para a mais nova estranha do ninho. Estranha em TODOS os sentidos: porque nunca esteve antes, pela roupa que usava, pelos sapatos que calçava, pela forma que caminhava e pela maneira que se portou naquela abafada sala no centro da cidade. Sentar e abrir um caderno não deve ser uma atitude comum naquele recinto e, por isso, foi tomada com tanta estranheza.
Embora estivesse aflita em busca de algum conhecido, resolvi me aquietar e esperar enquanto recebia rajadas retas e diretas de uma curiosidade desafiadora por meio de olhares e cochichos da mesa posta na frente da sala, e onde deviam estar sentada cerca de seis mulheres.
Foi então que percebi que a espera se entenderia e tomei uma atitude ainda mais incomum naquele recinto carregado de reivindicações e esperanças: abri um livro e me pus a ler.
E essa atitude não despertou menos interesse que as tomadas anteriormente, apenas reforçou que eu não era como nenhum dos presente e, claramente, os meus motivos também eram outros.
Quando o assunto tornou-se polêmico a ponto de ser falado em alto e bom som resolvi prestar atenção. “A primeira corrupção é a dos miseráveis.” exaltava-se uma das mulheres que não tirava os olhos de mim. Não sei se por medo, precaução ou curiosidade. Elas até podiam conversar entre si, mas os olhares permaneciam voltados para mim.
O assunto me tomou por um assalto. Enquanto ela exclamava que não adiantava chamar apenas os políticos de corruptos, já que os eleitores se vendiam por cestas básicas. Minha vontade era de aplaudir, mas a aula de cidadania estava apenas começando.
Na sala poucos tinham levantado a mão quando questionaram quem teria o segundo grau completo e a pauta de reunião continha dois projetos de construção de moradia popular, a manifestação do dia das mulheres e a avaliação da assembléia anterior. Além do sorteio de uma boneca, que promoveria a arrecadação de fundos para a compra de água para a manifestação.
Pra mim, a reunião foi inválida do ponto de vista profissional e do que eu esperava conseguir, mas foi bastante positiva como cidadã. Gostei não só da frase que me assaltou como do conselho dado a todos e que tomei pra mim: “Peguem nota fiscal. Enquanto os brasileiros não se educarem e não fizerem valer seus direitos, dificilmente o País vai para frente.”
A princípio lamentei estar naquela sala enquanto os amigos estavam reunidos em um bar, mas quando saí de lá sequer consegui ir ao encontro deles. Eu ainda tinha muito que pensar depois dessa aula de vida.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Socorro

Alguém aí tem bom-humor injetável? To precisando de três doses, por favor. E rápido!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Eu sou assim

Se não vai ser do meu jeito não vai ser jeito nenhum. E tá acabado.
Eu to 'P', eu to triste, eu to tudo. Mas já decidi. É. Eu sou resoluta.

sábado, 21 de julho de 2007

Podia ter sido comigo

Sexta-feira estava na saída do metrô quando olhei para uma pessoa que estava ao meu lado e achei que ela não tinha a melhor das caras e nem a melhor das aparências. Pensei que devia sair dali porque eu estava sozinha. Só que ao mesmo tempo eu reparei que ele olhava fixamente para a menina que caminhava para fora do metrô e falava ao celular.

Eu já tinha reparado nela fazia alguns segundos e estava até prestando atenção na conversa dela, que era sobre exames, talvez uma consulta e o pagamento durante o final de semana. Quando ela chegou bem mais perto foi que reparei nessa pessoa e vi que em um impulso ele se direcionou a ela. Então, me vieram dois pensamentos: 1) eles se conhecem e ele a estava esperando; 2) ele vai bater nela! Sim, não foi só com ímpeto que ele se dirigiu à ela, foi com tudo e com as mãos em direção ao rosto dela dando a impressão de que iria pegá-la e bater, sei lá.

Na mesma hora em que pensei isso (2), ela também deve ter pensado a mesma coisa e se assustou com aquela pessoa que vinha pra cima dela. Ele simplesmente pegou o celular dela disse Bom Assalto! e saiu correndo. Na mesma hora comecei a passar mal de medo: tremedeira, suar frio, desorientação, etc. O outro grupo de pessoas que estava na minha frente também ficou assustado e resolveram sair da frente do metrô. Como eu estava esperando uma pessoa resolvi que era melhor entrar no metrô, pois isso me daria um pouco mais de segurança.

Fiquei super nervosa porque podia ter sido comigo. Eu estava ali, do lado dele e bem mais perto da moça que estava falando ao celular e carregando uma bolsinha, que ele podia ter levado com ele. Fiquei assustada e sei que voltarei a andar pelas ruas da cidade aterrorizada por uns dias até que a má impressão acabe. Mas acho que as coisas só nos causam estranhas sensações exatamente quando nos damos conta de que poderia ter sido conosco. E foi assim esta semana e este não foi a única situação.

No meio da semana foi a vez do acidente da TAM me abalar de verdade. Claro, eu fiquei chocada como todas as pessoas. Achei triste e tudo mais. Até queria escrever sobre o acidente aqui, mas depois pensei que talvez usaria as mesmas palavras que todos já havia usado: indignação, tristeza, revolta, tragédia anunciada, pista que termina dentro da cidade, etc. Enfim, achei que não ia valer a pena e passei a vez.

Até que a Thaty me ligou perguntando se eu estava sentada. Já sabia, pelo tom de voz, que era notícia ruim na certa. Juro mesmo que pensei em morte só não associei ao acidente naquelas frações de segundo. Foi quando ela me contou que a irmã de uma amiga de colégio morrera no acidente.

Advogada e jovem - apenas 29 anos - como muitas pessoas que estavam no avião, mas muito mais próxima de mim do que todas as outras. Deixou uma filha de 3 anos e um marido, além da mãe, das irmãs, das amigas, dos outros familiares, etc. E foi aí que eu não agüentei. Foi aí que chorei de verdade pensando que podia ter sido na minha família. Foi aí que eu pensei que os parentes, amigos e até o marido vão ter muitas lembranças dela, mas a filha não.

Eu nem consegui escrever nada no orkut para essa amiga de colégio. Esperei mais uns dias para digerir melhor a história. Me sentir mais capaz de pensar e tentar escrever alguma coisa. E então, nessa semana foi que pensei que a gente sofre pelas tragédias principalmente quando nos colocamos no lugar das vítimas fatais e das vítimas indiretas. E é também nesse momento que a gente percebe o quanto a vida é frágil e, por isso, sofre e chora como aconteceu comigo.

terça-feira, 3 de julho de 2007

O problema sou eu

Não gosto de assessoria de imprensa. Não adianta. Odeio. Não sei se é porque estive primeiro do lado de lá da coisa, na redação, ou se porque não nasci pra isso mesmo. Mas não tem jeito. Eu estou tentando, mas com pouco tempo de tentativas já estou sofrendo. Eu sei que esse é o nicho de mercado que mais cresce, que as chances em redações são raras e poucas, que é nas assessorias que estão os melhores salários. Eu sei de tudo isso. Mas ainda não consigo. Quem sabe se um dia o salário for mesmo bom - porque nesse caso é uma porcaria - e o sacrifício valer a pena, pelo menos, financeiramente? Por enquanto não vale. Vou tentar mais um pouco porque eu não sou de desistir tão facilmente, mas acho que já sei qual vai ser o resultado.
Eu gosto mesmo é de fazer entrevista, escrever texto, camelar na rua. Eu gosto do que dizem ser o romântico do jornalismo. Eu amo deadline, fechamento, cheiro de revista nova chegando da gráfica, dia todo na rua e uma tela em branco piscando à espera de um texto meu depois de tudo.
É disso que eu gosto. E é isso que eu quero.

domingo, 24 de junho de 2007

Desabafo


Putaqueopariuputaqueopariuputaqueopariuputaqueopariu.
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quinta-feira, 31 de maio de 2007

Amanhã

Já sei que passa da meia noite então hoje já é quinta, mas como eu ainda não dormi considero como quarta. Hoje eu não fui trabalhar, acabei atrapalhada e preferi ir ao curso do que trabalhar. Para compensar amanhã trabalho integralmente, mas amanhã é meu último dia no Observatório. Lá foi o lugar que trabalhei por mais tempo, que tive mais flexibilidade, que aprendi mais coisas para a vida inteira do que exatamente para a profissão, que aprendi política e até comecei a me interessar por ela.
Não fiz exatamente amigos, mas não pensei que fosse necessariamente sentir falta. Só que já está me dando uma nostalgiazinha de pensar que sexta eu não vou mais para lá, encontrar as mesmas pessoas, me divertir um pouco durante as tardes ou simplesmente trabalhar e ignorar as pessoas que estão à minha volta.
A partir de então não serei mais consultada sobre como se escreve algumas palavras ou para discorrer sobre gramática ou simplesmente ler um e-mail para ver se está bom. A culpa não vai mais ser minha como o Vicente adora dizer, o Felipe não vai dizer que está estranhando que faz tempo que não chamo por ele para dar suporte no meu computador, a Jeanine não vai mais comentar sobre os pedidos que eu remeto a ela e que chegam a mim pelo site, a Ana não vai mais ser minha parceira nas produções gráficas e nem vamos filosofar sobre que gramatura é melhor. Ninguém vai poder mais saber o que estou lendo e nem nada assim.
Enfim, eu adorava trabalhar lá, mas ainda não tinha me dado conta.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Sobre mim e ninguém mais

Estou em uma fase sem igual na minha vida. Em todos os campos, em todos os sentidos. Só sei que nada sei. E na falta de saber fico assim... Levando as coisas, sem saber o que quero e me ocupando com milhares de outras coisas só para não parar para pensar e nem ter que decidir, apenas deixando a coisa rolar por mais um tempo. E mesmo sabendo que isso não é uma atitude madura e nem responsável eu, simplesmente, não me importo. Eu sei que mais hora ou menos hora eu vou ter que me deparar com a realidade, mas enquanto isso não acontece eu vou fantasiando e deixando o barco correr conforme as marés e as luas e o que mais quiser influenciar nesta toada - que pode ter um fim logo mais em frente.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Ensaio sobre o ciúmes

Se existe no mundo um sentimento que eu não goste de ter é esse tal de ciúmes. Primeiro porque acredito que ele é, antes de tudo, fruto de nossa insegurança; segundo porque você sente em relação a outra pessoa e invariavelmente acaba afetando-a. O quê não é nada certo, já que a “culpa” de senti-lo é sua.

Nem sempre podemos evitar, mas eu sempre faço de tudo para que isso não incomode mais do que a mim mesma. E eu não sou um exemplo nato de segurança, não, mas não dá pra lutar contra o mundo. Quando sinto ciúmes, por exemplo, dificilmente o demonstro. Prefiro me torturar a torturar o objeto dele, especialmente quando eu sei que o motivo é meio banal e descabido. Algumas vezes demonstro, mas num tom quase jocoso para que a coisa fique mais leve.

Mas nem sempre – para não dizer nunca – a recíproca é verdadeira. Odeio quando as pessoas sentem ciúmes de mim, odeio despertar este sentimento e mais ainda quando acabo vítima dele. Odeio, odeio verdadeiramente. Não acho legal, não acho justo, não acho certo ainda mais por me controlar tanto.

Ontem, uma simples ida ao banheiro provocou uma situação ridícula. E eu, que já cansei de brigar contra isso, contra tudo e ter que discutir para provar que não tem nada a ver e o escambau apertei o foda-se. O pior de tudo é quando a pessoa não confia em você. Você diz: eu só fui levá-la ao banheiro. E ainda ouve ironicamente: e o papo tava bom? Não, não dá. Quer ir embora? Eu não vou agora. Você quer ir? Tchau!

É claro que isso não resolveu, é claro que eu fiquei chateada, é claro que só podia ser quinta-feira, é claro que eu não gostei, é claro que eu queria que fosse diferente. Mas parece que isso nunca vai mudar. E na fase que estou: odiando tudo e querendo mudar tudo essa definitivamente não foi a coisa mais legal da minha semana.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Dos encontros casuais I

Ontem foi tudo muito civilizado. Parece que nada - nunca - aconteceu entre a gente. Foi diferente do nosso primeiro e do nosso último encontro. O primeiro e inesquecível, em que você fez de tudo para parecer a pessoa mais legal do mundo. Já no último as coisas não foram bem assim. Você tentou fingir que eu era mais uma na multidão - quando eu, você e todas as pessoas ao redor sabem muito bem de tudo e, principalmente, que não é bem assim. Estranho que ontem eu não senti nada. Eu sabia que você ia estar lá, você deve ter imaginado que eu também estaria. E os dois estavam só, para a surpresa de ambos.
Um oi que soou estranho, um abraço que foi frio, você como antes e eu, talvez, mais linda do que nunca. Assim. Estranho. Seco. Distante. Morno. Indiferente.
E sabe o que foi mais engraçado de tudo: é que eu dormi e sonhei com você. Que a gente conversava, que parecíamos amigos, que era como se você não estivesse tão diferente, como se a gente só não tivesse dado certo. E não foi só isso que (não) aconteceu?