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terça-feira, 28 de junho de 2011

Ontem

Da morte ninguém sai ileso. E quem me dera isso fosse uma piada ou um trocadilho infame. Mas não é. É tudo verdade. E difícil. E duro. E triste. Mas sobrevivemos.
Por enquanto, vamos enfrentando, chorando, lutando, tentando, lembrando e chorando mais e mais e mais. Lágrimas secam, acabam ou esgotam? Por enquanto elas são abudantes, sentidas, sofridas, inevitáveis.
Chorar é a única coisa que consigo fazer apesar do consolo dos 81 anos vividos, dos 3 filhos criados, 6 netos curtidos e até um bisneto amado. Bisneto este que ela conheceu, carregou, beijou, benzeu e amou enquanto pôde.
Embora o Arthur não vá se lembrar da bisa, temos fotos para provar como era grande o amor dela por ele, que sei que não acabou, só mudou de forma e de lugar de onde é emitido. O amor fica e isso um dia vai nos consolar.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Conversa (a)fiada

Estávamos na sala assistindo novela quando um personagem fala pro outro: Você é a pessoa que eu mais amo no mundo.

Na mesma hora, rebati a tacada:
Amor, quem é a pessoa que você mais ama no mundo.
Eis que ele responde sem desviar os olhos da tela do netbook:
Por enquanto, é você.
Já prevendo o que vinha pela frente brinquei:
Por quê? Você pretende me trocar por alguém?
Ele me encara sério e responde:
Depois que o Arthur nascer vai ser ele.
Encantada e provocadora continuei:
Então, quer dizer que meu amor tem prazo de validade?
Ele responde provocativo:
Tenho certeza que quando ele nascer você também vai gostar mais dele do que de mim.
E eu finalizei com cheque-mate:
Não, porque você quem me deu ele. Então, eu vou te amar ainda mais!

terça-feira, 29 de junho de 2010

O amor a gente sente

Assim simples: amor a gente sente. No dia a dia, em pequenos gestos. No papo antes de dormir, em uma preparação de almoço, em uma defesa ou na compra de uma briga que nem é sua. É assim que eu tenho sentido há algum tempo.

Logo que a gente casou não era assim. A adaptação era parte integrante, então, o esforço era imposto. Depois de quase 16 meses(!), eu sinto o amor transbordar no dia a dia mesmo. Em pequenos gestos. Quase todo dia. Seja na preparação do almoço, em que ele corta as batatas enquanto eu lavo a louça; ele prepara a salada enquanto eu fico encarregada do arroz. Assim fica mais fácil e rápido.

No começo, ir para a cama era sinônimo de dormir. Hoje, é o momento que temos para falar de tudo um pouco, do dia, da vida, dos planos, dos problemas, do trabalho, das ideias sem que nada (nem a tv, nem o telefone e nem ninguém) interferir. Claro que tem aqueles dias em que é só deitar que o dia acabou, mas isso também é sinal de que estávamos cansados.

Rimos quase todo dia - um do outro, das piadas e das graças da vida a dois ou a dez -, dividimos impressão, comentários, opiniões, dúvidas e músicas. Fazemos planos. Planejamos férias e filhos.

Porque assim, ao lado dele, nem parece impossível ser feliz para sempre.

terça-feira, 2 de março de 2010

Lar doce lar

E já vai fazer um ano que eu casei. Passou voando. O lar doce lar ainda não está como queremos, mas está quase. Amor não falta e do que falta estamos dando, aos poucos, o nosso jeito:
o adesivo do quarto eu cotei, elaborei, encomendei e grudei;
o suporte das vassouras o marido pendurou na área de serviços outro dia;
as cortinas foram compradas, mas ainda repousam dentro da sacola e os varões aguardam na sala sua hora de instalação - que deve acontecer em algum final de semana desses, mas não no próximo que será feito apenas de nós dois e comemoração;
o mesmo acontece com as rodinhas do criado mudo, que estão na gaveta.
Não importa, está tudo lá e enquanto a gente ama e comemora, eles podem esperar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Bilhetinho

6 meses. E cada dia te amo mais. Tem dias que o que eu mais quero é voltar para casa, para os teus braços: ser só tua.
6 meses que passaram voando. Dizem, por aí, que o que é bom dura pouco, mas vamos espalhar por aí que com a gente vai durar pra sempre?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Semaninha difícil

Se segunda-feira já é um dia difícil, de TPM então. Por isso, estava mais quieta que o normal, já me sentindo mau-humorada, chata, irritada. Cheguei em casa muda para não sobrar pro marido, que entendeu a mensagem e pouco a pouco dissolveu a irritação e até me arrancou sorrisos no fim da noite. E se alguém algum dia me perguntar por que eu escolhi casar com ele, vou responder sem titubear: Porque ele me faz sorrir quando estou de TPM.

terça-feira, 21 de abril de 2009

SMS

Te amo de paixão!
Foi a declaração de amor gratuita que recebi ontem no começo da tarde. Preciso dizer que ganhei o dia?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Pra (re)começar

Eu não posso dizer que o amor chegou ao fim, como cantaria Ana Carolina. Mas posso dizer que voltei. Nova, feliz, mudada e cheia de mudanças. Quero contá-las com calma, mas já posso começar enumerando por: casa, cabelo e emprego.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Para a amiga secreta

A minha amiga secreta não tem segredos comigo - e nem eu com ela.
Ela é sempre e para sempre a minha melhor amiga: a que me dá a mão quando necessito; a que me pede os ombros quando precisa; a que pode ficar em silêncio sem que isso se pareça chato ou simplesmente falta de assunto.
É a amiga com quem eu troco livros, CDs, filmes, indicações, impressões, conselhos, risadas e lágrimas. É a amiga com quem compartilho.
É a irmã que escolho há 14 anos.
É a amiga libriana que equilibra minha vida colocando os pesinhos sempre nos lados certos - e isso significa que, às vezes, é no lado bom da balança e, às vezes, no lado ruim.
Bom, na verdade, ela é minha amiga e isso não é segredo.

sábado, 22 de novembro de 2008

Dizem que existe a crise dos 7 anos. Atingimos a marca na melhor das fases, cheios de planos e - melhor - realizações. A crise não passa nem perto. Durante todos esses anos (nos quais a gente inclui até os meses que ficamos separados) a gente aprendeu a lidar com o outro, a respeitar, entender, admirar, amar, compartilhar, acompanhar, abraçar, enxugar as lágrimas, provocar risos, aconselhar, calar ou falar - sempre que preciso for.
No fundo, a gente sabe que estes anos todos (que ele considera muitos e eu, suficientes) foram imprescindíveis para a construção de um novo caminho e de uma nova etapa. Foram sete anos de construção de base, fundação para que os alicerces fossem fincados em terra firme. Então, começamos pouco a pouco a etapa de construção do que a gente acredita e quer - pra sempre.
Por isso, ano que vem deixaremos de comemorar os anos de namoro e conhecimento para zerar a conta e começar a contar os anos de construção efetiva e sólida, ou seja, de casamento.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

E se já não fosse assim... hoje seria.

Tem dias que a gente constata que faz bem certas escolhas. Hoje foi assim. Se já não tivesse aceitado me casar com ele, eu mesma pediria.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Carinho
Você pensa que chegar de surpresa na casa da amiga vai ser um carinho imenso. Mas quem recebe o carinho é você, quando é recebida por um abraço que não solta.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Emendando

No dia em que você me beijou eu não pensei que fosse pra sempre.
Eu queria, queria, queria. E você demorava, demorava, demorava.
Eu me atrasei e você se adiantou. Nos encontramos no caminho. Nem em casa e nem no ponto de encontro. No meio.
Você queria ir longe demais e eu vetei. Você continua querendo e eu, vetando. Parece que nada mudou desde então.
Mas olhando percebe-se quantas coisas mudaram: cenas, cenários, ciúmes, canções, casais, casados - quase.
Continuo amando seu cabelo curto ou comprido. Seu jeito engraçado. Sua simplicidade. Sua, simplesmente. Integralmente eu posso dizer. Dos pés a cabeça e com o perfume que prefere. Pra sempre.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Fomos perfeitos.
De Cléo Araújo.

Segurei sua mão antes de atravessar a rua. E de repente, pensei: acho que quero esse homem para sempre.Você e seu jeito engraçado de ser elegante, seu jeito elegante de ser engraçado. Como naquela vez, quando cruzou a sala para me acudir de uma cantada inoportuna... Foi como se não quisesse resgatar ninguém que você seguiu, despretensiosamente determinado a me tirar da área de investidas do amigo embriagado. Eu fingi nem perceber. Toda a sedução estava em deixar você ser assim, meio lord, mesmo quando tinha que lidar com um amigo cheio de mãos. Com você fui até meio mulherzinha. Foi naquele jantar, em que eu deixei você escolher o prato para mim. Logo eu, que chegava aos lugares com o menu lido previamente pela internet e que costumava indicar os pedidos que os outros deveriam fazer. Você me quebrou, me deixou gaga e me apresentou cordeiro ao molho de menta. E eu gostei.Você segurava minha mão sobre a mesa, onde uma luzinha de vela iluminava o estreito espaço entre nós. E eu nunca mais iria querer ser sozinha na minha vida se tivesse você me mimando daquele jeito, a segurar minha mão, a me indicar pratos de cordeiro ao molho de menta, a me servir taças de vinho e a me fazer querer você para sempre.Um pouco era só por causa daquela entrada que você tinha do lado direito da testa. Outro pouco era porque você tinha aquele olhar safado/cavalheiro de Matthew Mcconaughey. Ou talvez fosse só porque você era quentinho num dia frio. Eu gostava particularmente da manhã. Você era mais perfeito do que em outras horas do dia, pela manhã. Seus braços davam a volta no meu corpo e eu me sentia sedutoramente pequena e franzina. Acho que poderia me sentir pequena e franzina para sempre, ali. Eu ficava na cama e você ia se arrumando enquanto o quarto se perfumava de um aroma de melão. Então, você se vestia. Nunca houve no mundo alguém que ficasse tão bem em uma camisa branca. Você me arrastava até a cozinha, preparava ovo mexido, suco de laranja e café. Eu só assistia. Não fazia nada, a não ser deixar você cuidar de mim e de tudo.A gente saía, você segurava minha mão e assim ficava fácil de a vida ganhar sentido. Acontecia em cada esquina, quando a gente parava para esperar os carros e você me beijava. E segurava a minha mão. E me beijava de novo. E de repente, eu pensei: acho que quero esse homem para sempre.De mim você não esperou nada de elementar. De mim, eu sei, você sentiu saudade logo depois. Mas foi como num trecho de Lygia Fagundes Telles que o resto aconteceu. O meu “para sempre” virou um casamento com os mistérios. O seu “para sempre” eu nunca soube. Eu só sei que é do toque morno das suas mãos sobre meu rosto frio que eu me lembro...Toda vez que a temperatura cai.
roubei daqui.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Dia dos namorados: o diálogo

Com a aproximação da data dos namorados, indaguei o futuro marido:
- Amor, esse vai ser a última vez que vamos comemorar o dia dos namorados?
E ele me respondeu irritavelmente com outra pergunta:
- Por que você não vai ser mais a minha namorada?
Eu, irritada e taxativa, respondi:
- Não! Vou ser sua mulher.
E ele re-indagua:
- Mas você não vai ser mais minha namorada?
Eu, apaziguando:
- Não sei. É que a gente vai virar marido e mulher, que é "mais importante".
Ele reinterando a idéia inicial:
- Mas você não vai mais me namorar?
Eu, concordando:
- Vou.
Ele, concluindo:
- Então…

sexta-feira, 7 de março de 2008

Diálogo

- Por que você está tão carinhosinho comigo hoje?
- Porque você está brava e eu to tentando te acalmar.
- Eu tô brava?
- É, tá toda nervosa aí.
- Então vou ficar brava sempre porque tá uma delícia!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Tríptico

Os sonhos fazem parte da vida e a vida faz parte dos sonhos. E tem alguma coisa mais gostosa que sonhar e planejar? Duvido. E é assim que meus dias têm se seguido. Sonhar, planejar, procurar, buscar, conversar, definir, escolher e decidir.
Tem aquela frase que diz que sonho que se sonha só é só um sonho, e sonho que se sonha junto é realidade. Por isso que acredito que temos vivido. Sim. Presente, futuro, sonhos e realidade. Tudo junto ao mesmo tempo agora e fazendo parte desse nosso processo. Como em um tríptico ou um caleidoscópio, que se move conforme o giramos e faz, a cada girada, uma figura mais fascinante que a outra.
Daqui a pouco a gente vai poder contar os dias. Estamos praticamente monotemáticos. E muito felizes. É a vida se construindo em par.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Enquanto isso

Era dia de semana. Foi depois de uma sessão de cinema; na volta para casa. Foi bem perto do meu destino final que ele disse algo assim: "Não vejo a hora de não precisar mais te deixar em casa."
Essa ingrata tarefa que ele repete a cerca de seis anos sem reclamar. E não era essa a vez que ele usaria para reclamar, mas para se declarar.
É, agora a gente espera a hora de chegarmos juntos ao destino final de toda e qualquer saída.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Amar é...

...revisar o TCC da melhor amiga e passar tudo por telefone. Inclusive todos os seus pitacos e sugestões.