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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Catártico



Não tinha derramado uma lágrima sequer. E quando eu decidi não ir mais, eu não fui. Eu parei e pronto. Não sem lamento. Não sei ainda querer (e talvez até esperar), mas sem tentar.

Eu errei por gostar um pouco demais
E amei, se é que amei
Nem sei


Mas aí começou a tocar essa música e eu não consegui segurar. E chorei. A música toda. Compulsivamente em um sábado à noite e enquanto as mensagens de whatsapp não paravam de chegar e faziam doer ainda mais.
Eu errei, me passei, tenho que me encontrar
Pouco vale o tempo se não com você
Eu errei, já nem sei que foi querendo acertar
Pouco vale o tempo, se não com você

sábado, 16 de janeiro de 2010

Meu jardim


Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores

Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores

Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores

Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho

Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho

Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho

Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim

Trechos da Música 'Meu Jardim', de Vander Lee

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Sutilmente
Skank

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

(Maravilhosa. Simplesmente sem comentários.)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Talento

Talentosa. E eu tenho orgulho de dizer que eu conheço. Olha que lindo. Foi a Jeanine quem fez.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Quem canta seus males espanta

Ontem mais que comprovei o tal dito popular. Estava no ônibus voltando para casa quando uma menina adentrou o coletivo. Não pude deixar de reparar que ela tinha fones em suas orelhas e estava balbuciando as palavras da música que ouvia. Mas, de repente, acho que surtou. Ela sentou antes da catraca e começou a cantar a música. Sim, em alto e bom som. Para que os poucos passageiros a ouvissem.
Pois bem, a princípio ela cantava em média altura, então não eram todos os parcos passageiros que a podiam ouvir. Mas quando ela passou pela catraca e ficou esperando seu ponto em frente à porta e ao lado do cobrador. Pois bem. A menina começou a cantar alto. Mesmo. E terrivelmente desafinada.
Ela estava se achando em cima de um palco, só podia. E ainda simulava um dança. Eu estava me sentindo torturada. Ela cantava tão mal que eu não consegui nem ao menos saber se a música que ela cantava era conhecida ou não.
Eu gosto muito de cantar, mas sei bem que sou péssima. Por isso, preservo os ouvidos alheios e aproveito momentos como chuveiro, em frente ao computador, no carro ou um show para soltar a voz. E sempre ao lado de conhecidíssimos. Se não, negativo.
E ela estava lá, em pleno busão soltando a voz. Se pelo menos cantasse bem, eu teria adorado, mas era ruim a coitada - que ainda por cima estava se achando! Só sei que naquele ritmo não é só os males que ela vai espantar não, vai ser a cidade inteira.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

A vez do samba

Ontem foi a vez de Roberta Sá. Fui ao show. E amei. Mais do que já estava amando. Ela é afinadíssima. E quando ela disse que era pra todo mundo se levantar e sambar eu agradeci porque não aguentava mais me segurar na cadeira do teatro.
Eu cantei quase todas as músicas. Eu sambei só as últimas cinco. Depois de cada música ela foi aplaudida e se eu pudesse ia no show de hoje, de novo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O que eu vou ser agora que cresci?

Eu tenho quase mil músicas no meu computador e tenho de um tudo. Hoje, ao invés de escolher alguém pra ouvir, coloquei no aleatório. Então, Ivete Sangalo, Los Hermanos, Leoni, Corinne Baile Rae, Nelly Furtado, Chico Buarque, Jota Quest, Ricky Martin, Norah Jones e outros estão aqui tocando há, mais ou menos, duas horas. E agora fiquei com a sensação que isso tá parecendo a minha vida. Nada distinto, nada exato, cada hora uma coisa.
Eu fico pensando isso principalmente em relação aos currículos que tenho mandado. Ontem fui em mais uma entrevista em uma área e em um setor que eu gosto: social e departamento interno de comunicação. Hoje mandei currículo para uma área que é bem diferente e eu também gosto e um setor que não me agrada tanto: esporte e assessoria de imprensa.
Agora, me diz se não parece meu som aqui de casa? Uma salada de frutas, completamente sem área definida. Aí penso que se eu conseguir um emprego vou fazer uma pós ou na área social ou institucional, dúvida, mas que quase acabam se relacionando, já que o que eu (acho que) quero é departamento interno de comunicação no terceiro setor. Se bem que esportes é bem legal também. Isso que é uma pessoa bem decidida na vida. Mas do jeito que tô, só penso que o que vier é lucro. E que venha logo!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Eureka

Ontem descobri os Mojo Books. A idéia é muito legal.
A partir de um CD qualquer você escreve um livro de ficção. Ou seja, a partir de tudo que as músicas te inspiram, sucitam e/ou lembram, você escreve um texto entre 10 mil e 30 mil caracteres (com espaço). Acho que vou me aventurar.
Mas, por enquanto, estou pensando em que CD vou escolher. Tem alguns CDs e histórias já disponíveis no site. Ah, e você baixa de graça. E ainda pode imprimir e encartar no CD.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Quem tem boca vai a onde quiser
Pior do que perguntar pelo lugar errado e que nem existe em uma cidade é ser indicado, por taxistas, como se chega lá. Depois de rodarmos por horas, achamos. A enorme torre iluminada indicava o caminho. Quase saímos da cidade, voltamos e chegamos. Depois de todo esse tour a irmã menor de idade não podia entrar. Viagem quase perdida. Ela resolveu dormir no carro e nós nos divertirmos em pouco tempo. E lá nesse bar tava tocando uma banda cover do Legião Urbana. E eu, que há tempos não escutava, lembrei o quanto eles são bons. E esse mês fez 11 anos de morte de Renato Russo e eu voltei a ouvir Legião.

sábado, 22 de setembro de 2007

Amanhã

Temporada das Flores [Leoni]

Que saudade agora me aguardem,
Chegaram as tardes de sol a pino,
Pelas ruas, flores e amigos,
Me encontram vestindo meu melhor sorriso,
Eu passei um tempo andando no escuro,
Procurando não achar as respostas,
Eu era a causa e a saída de tudo,
E eu cavei como um túnel meu caminho de volta.

Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno a vida em cores,
Me espera amor nossa temporada das flores.

Eu te trago um milhão de presentes,
Que eu achava que já tinha perdido,
Mas estavam na mesma gaveta,
Que o calor das pessoas e o amor pela vida...
Me espera estou chegando com fome,
Preparando o campo e a alma pra as flores,
E quando ouvir alguém falar no meu nome,
Eu te juro que pode acreditar nos rumores.

Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno a vida em cores,
Me espera amor nossa temporada das flores.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

18 anos sem Raul

Eu não saberia desta informação se não tivesse ido buscar. E buscar muito. Nenhum jornal noticiou, nenhum veículo comentou contraponto tantas comemorações de mortes nestes últimos dias: 30 anos sem Elvis, 20 sem Drummond, 10 sem Diana.
Mas soube e fui buscar a informação não por admiração - porque se assim fosse o saberia -, mas por pura curiosidade. Ontem, saindo do trabalho vi uma pequena/média multidão concentrada em frente ao Teatro Municipal de São Paulo. A maioria vestia camisetas pretas e tinha uma Kombi com altos-falantes em cima de onde saía o som do Raul. Alguns tinham faixas com os dizeres Viva o Raul, entre outros. Foi então que eu desconfiei.
Eu não gosto de Raul. Geralmente mudo a estação do rádio quando começa a melodia de qualquer uma de suas músicas, mas me emocionei. Achei lindo aquelas pessoas todas reunidas por um cantor, um músico, um ídolo. Fiquei toda arrepiada e só não fiquei mais tempo prestando atenção na cena porque avistei o meu ônibus parado no semáforo e eu ainda ia ter que descer a rua, virar a esquina e descer até o meio da outra quadra, então saí em disparada sem ter certeza se comemoravam aniversário de vida, de morte ou qualquer outra coisa. Mas, pelo menos, saí emocionada pela manifestação.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Quando o blog começou a transferir os usuários queria por toda lei mudar. Até que um dia, que entrei de madrugada, consegui. Só que aí eu perdi meus arquivos. Quer dizer, eles continuam no blogger, mas não consigo mais fazer eles aparecerem na página do blog só quando eu tento mudar o layout. Acontece que eu ainda não consegui fazer o layout igual a este. Então decidi encarar a fera. Ia ser no final de semana passado, mas meu computador queimou. Já decidi que este final de semana vou começar a brigar com o novo sistema. Então, bem provavelmente, ele vai voltar para o basicão e aos poucos eu vou arrumando. Peço a todos um pouco de paciência. Mas caso não consiga pelo menos eu sei que posso voltar tudo como está agora - mas preciso resolver os arquivos.

*

E chove. E eu não queria ter que sair de casa em dias assim. Odeio tomar chuva, odeio carregar guarda-chuva (ainda mais depois que ele fica molhado), odeio molhar a barra das calças, odeio tomar ônibus com pessoas molhadas e seus guarda-chuvas idem, odeio andar de ônibus porque apesar da chuva está calor e aquilo fica parecendo um forno. E amanhã eu queria fazer um programinha muito legal, mas juro que só vou ter coragem se parar de chover.

*

Descobri uma música da Nelly Furtado que é demais. Chama-se In God's hands. Se puderem baixem, ouçam e cantem. A música é meio triste, mas é linda.