O jardim desta menina mudou. Foi preciso deixar as plantas morrerem para começar tudo outra vez. Então, enquanto as flores e plantas morriam, a menina chorou desconsolada e, aos poucos, ia tirando as plantas secas que outrora deram flores e embelezaram o jardim.
Então, depois que tudo morreu, foi preciso buscar nova terra, novos adubos, mais plantas para replantar tudo outro vez. Removido tudo que não embelezava mais o jardim, foi o momento de preparar a terra e recomeçar.
Agora, passado um tempo, o novo jardim já está verde e começa a florescer. A menina já está novamente feliz e segura que fez a coisa certa. Em pouco tempo poderá colher novas flores e sentir os novos perfumes.
Foi preciso muito amor-próprio para conseguir. Foi preciso cuidado para recomeçar. Mas agora, não há mágoas e nem arrependimentos. Apenas uma menina que já é mulher e espera as flores crescerem para colher, novamente, sua flor.
Mostrando postagens com marcador mudanças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mudanças. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 3 de julho de 2015
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Hora de mudar
Embora ela venha aos poucos (durante os nove meses da gestação), eu não posso deixar de notar o que já mudou na vida, no corpo, na casa, nas prioridades, em tudo.
As primeiras, são aquelas que você não entende. O humor alterado, as emoções a flor da pele e os enjoos esporádicos que só são entendidos algum tempo depois da confirmação - quando finalmente cai a ficha. Mesmo porque na hora do resultado, a única coisa que você sente é um torpor. É uma emoção que te tira do chão, da razão, de qualquer pensamento sensato. É como uma montanha-russa na primeira descida: você entrou, sentou no carrinho, subiu, subiu, subiu, está esperando por aquilo, mas na hora da descida você não está preparado e sente um turbilhão de sentimentos como medo, ansiedade, frio na barriga, aflição, adrenalina, etc.
E junto com a descoberta, a primeira mudança (nos planos) e a primeira decisão tomada: trancar a pós-graduação.
Depois, veio a galope a mudança do corpo com as calças que não servem, com a busca por conforto pra mim e pra ele e com as devidas adaptações.
Agora, aos poucos, transforma-se a casa. Tira uma cama, muda o computador de lugar, re-arruma guarda-roupas, faz-se planos aos montes.
Penso também no que vai mudar depois da chegada do Arthur, mas isso, ah, isso só vou conseguir mesmo saber depois que o Arthur chegar.
Certos acontecimentos forçam mudanças. Às vezes é bom. Faz a gente sair da mesmice, mudar a rotina e dar uma guinada na vida. Mas a mudança agora é pra valer.
Embora ela venha aos poucos (durante os nove meses da gestação), eu não posso deixar de notar o que já mudou na vida, no corpo, na casa, nas prioridades, em tudo.
As primeiras, são aquelas que você não entende. O humor alterado, as emoções a flor da pele e os enjoos esporádicos que só são entendidos algum tempo depois da confirmação - quando finalmente cai a ficha. Mesmo porque na hora do resultado, a única coisa que você sente é um torpor. É uma emoção que te tira do chão, da razão, de qualquer pensamento sensato. É como uma montanha-russa na primeira descida: você entrou, sentou no carrinho, subiu, subiu, subiu, está esperando por aquilo, mas na hora da descida você não está preparado e sente um turbilhão de sentimentos como medo, ansiedade, frio na barriga, aflição, adrenalina, etc.
E junto com a descoberta, a primeira mudança (nos planos) e a primeira decisão tomada: trancar a pós-graduação.
Depois, veio a galope a mudança do corpo com as calças que não servem, com a busca por conforto pra mim e pra ele e com as devidas adaptações.
Agora, aos poucos, transforma-se a casa. Tira uma cama, muda o computador de lugar, re-arruma guarda-roupas, faz-se planos aos montes.
Penso também no que vai mudar depois da chegada do Arthur, mas isso, ah, isso só vou conseguir mesmo saber depois que o Arthur chegar.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Nada será igual
Depois de ontem, do porre de verdades, dos anseios, dos desejos, da rinite que ataca na madruga e não deixa dormir, da vontade de ser mais, de estar assim com o sex-appeal pra lá de extrapolando, de ter uma das tardes mais gostosas da fase de desempregada, de ter ganho o melhor dos conselhos ontem, de ter recebido uma mensagem no MSN hoje que nem foi tão legal assim porque só incita, de estar com vontade de tentar TUDO mesmo, de pensar em possibilidades nunca dantes imaginadas, de estar feliz apesar dos pesares, de estar com as unhas vermelhas por mais uma semana, de esperar pela viagem que começa amanhã. Depois de tudo. Porque a vida muda, sempre, o tempo todo, de todas as formas e pra todos os lados. Ainda bem.
*
perguntas nunca se calam
a não ser no fundo
bem junto
do silêncio do mundo
da Jeanine Will, no Caminhão de Mudanças
Assinar:
Postagens (Atom)