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sábado, 9 de julho de 2011

Uma pausa de mil compassos

Já pensei diversas vezes em acabar com o blog. Mas sempre adio. Agora que o Arthur nasceu e a ausência é mais dominante penso mais ainda. Mas falta coragem.
A menina cresceu e colheu diversas outras flores. Este não é mais o jardim no qual ela circula, mas tenho dúvidas se ela nunca mais vai querer andar por aqui. Nessa fase de ligação e dependência total com o Arthur não é por aqui que ela anda e nem é onde ela acha apropriado semear palavras, textos, sentimentos e sensações que só tratem do Arthur. O jardim do Arthur é outro. Por isso vou criar um blog só pra isso. E esse blog vai ficar aqui numa pausa de mil compassos até que a menina tenha coragem de abandonar definitivamente o jardim de cá ou então tenha vontade de retornar, limpar a grama e tirar as ervas-daninhas assim que a vida retomar em um outro ritmo.
Assim que criar o outro blog coloco aqui o endereço. (Vou tentar fazer isso agora, mas se o Arthur acordar, a vez é dele, então ...)

Up to Date: Cá está: Meu mundo de mãe

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Gargalhando aos 60 dias
Sobre o Arthur e ninguém mais

Atendendo ao chamado da mamãe, Arthur nasceu às 9h26 do dia 24 de março - contrariando a todos no bolão, já que ninguém apostou nesta data. Com 45,5 cm e 2,555 Kg mostrando que era mesmo um mini-bebê. Desde o começo, um bebê calmo, tranquilo e que não se incomoda nem um pouco com a bagunça já que no dia que nasceu o quarto da maternidade parecia um salão de festas e ele permanecia plácido dormindo.
Com 76 dias, Arthur continua MUITO bonzinho e só chora para mamar. Já passou dos 4 kg e chegou aos 54 cm. Só mama no peito, raras vezes (só 4!) teve cólicas e já sorri para mamãe, papai e outras poucas pessoas. Já enxerga e acompanha objetos com o olhar e deu bastante trabalho para aprender a mamar. Foram 10 dias de luta árdua, mais uns 10 controlando os horários, mas agora ele é mais pontual que relógio suíço e só passa mais de 4 horas sem mamar de noite, enquanto dorme tranquilamente entre 5 e 6 horas direto para alegria da mamãe.
É um bebê bem humorado, sorridente pela manhã e adora banho (só chora quando sai) e trocar as fraldas (pode até estar chorando, mas para quando percebe que será limpo e trocado).
Alegria da vovó materna e dos bisavós também. As titias e o titio continuam babando nele, que vira atração onde quer que a mãe o carregue. O papai virou um paizão e é todo bobo e defensor do filhote (ai de mim se ficar irritada com horas e horas de trabalho que ele dá às vezes) e eu estou MEGA realizada e não podia ter tido um filhote mais lindo e delicioso que esse.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

É você, filho?

Há alguns dias (nem muitos e nem poucos) tenho percebido pequenas e leves (bem leves) cutucadas no ventre. Não são constantes e nem sempre percepitíveis - eu só noto mesmo quando estou sentada à frente do computador ou no sofá assistindo tevê.
Imagino e deduzo que já seja você filho. Mas ainda não tenho certeza. A resposta deve vir hoje após a consulta mensal do pré-natal.
Esta semana também fomos conhecer onde você deve nascer. Fomos à visita guiada na maternidade e nós eramos os menos barrigudos. Todas as outras grávidas estavam enormes. Acho que você não gostou muito disso não e resolveu aparecer de vez a partir de ontem. Agora, todo mundo nota que você existe aqui dentro, o que me deixa feliz, radiante e orgulhosa.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Das coisas estranhas

Não bastando a revolução hormonal, que nos afetam por demais na gravidez, outras tantas coisas bizarras começam a acontecer.

* Amo amo amo chocolate. Mas desde que engravidei não consigo comer. Racionalmente eu até penso em comer, mas na hora H a vontade some e eu não tenho nem coragem de colocar o tal chocolate na boca. Com a embalagem aberta e tudo, o chocolate acaba indo para outras bocas.

* Ontem foi ainda pior. Depois de jantar (muito bem, diga-se de passagem) minha irmã veio com uma caixinha com legítimos macarrons parisienses. Olhei e me deu um negócio. Deu um nó no estômago e eu saí logo da mesa para não causar um estrago. Sentei no sofá e a barriga até tremia. Fiquei uns 10 minutos acalmando o Arthur dizendo que não ia comer aquilo.

* A barriga (ou a pouca barriga que já tenho) fica gelada só na ponta. Mesmo com blusa e agasalho.

* Você dorme (quase) sem barriga e acorda com (alguma).

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vocativo

Eu sempre te chamei de filho. Mesmo agora que você já tem nome e sobrenome, ainda te chamo de filho. É assim que nossas conversas começam: Filho, blablablablabla. Ou então como terminam: blablablablá, né Filho?
No final de semana sonhei, pela primeira vez, com você. Sim, você como você. Quer dizer, você como Arthur porque só saberei se era mesmo você depois que você nascer. Sonhei com seu nascimento. Me lembro da emoção que senti no sonho. Como chorava. Como era intenso aquele momento. E como era lindo você me olhar simplesmente quando eu te chamava de Filho.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Piada pronta

Arthur vem vindo e desde sua descoberta as piadas surgem naturalmente. Se ele não for um grande fanfarrão, não sabemos como será.
Logo que descobrimos a gravidez tínhamos acabar de voltar das férias em Buenos Aires. E então, pronto: Foram lá fazer um argentino? ou Poxa, foram conceber o bebê justo na Argentina! foram as primeiras.
E então, pacientemente, a gente explicava: Não, pessoal, ele já estava feito, a gente é que não sabia.
Agora, as piadas, claro, vêm com o nome. Ah, vai ser Arthur, então vou dar uma espada para ele. Eu, protetora e fanfarrona, já respondo logo: Não precisa, ele vai vir com uma!